Amanhecer no Horizonte
Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
domingo, 2 de novembro de 2025
sábado, 13 de setembro de 2025
Eros
segunda-feira, 21 de abril de 2025
Isaías
O tempo nomeia o medo das coisas.
sábado, 15 de fevereiro de 2025
Distâncias
sábado, 18 de janeiro de 2025
domingo, 3 de novembro de 2024
1965
domingo, 2 de junho de 2024
Colheita
domingo, 12 de maio de 2024
Pueri Domini
sábado, 23 de março de 2024
Veleiros
domingo, 3 de março de 2024
Rastelos
das águas o destino
do tempo a semente
do dia a canção
do medo a palavra
do céu o amargo
das cores o começo
do ventre o inteiro
das montanhas o segredo
dos olhos o cinzeiro
das cancelas o silício
dos engodos a prisão
dos concílios as memórias
dos vazios os percursos
das manhãs os silêncios
dos poemas as imagens
das promessas as migalhas
das histórias os heróis
dos canteiros os rastelos
das bandeiras os sertões
dos perdidos os enredos
dos errantes a moral
da saudade os amantes
dos quintais os nevoeiros
dos sentidos a censura
da vida
o instante
Edemir Fernandes Bagon
sexta-feira, 24 de novembro de 2023
Má Educação
domingo, 13 de agosto de 2023
Soli Deo Gloria
Estava aparentemente tranquilo. Nenhuma guerra verbal explícita. Nenhuma tempestade litúrgica. Nada que colocasse em risco a cor do céu naquele momento.
Resolvera, de uma hora para outra inventada, questionar a si mesmo sobre a condição de sua infinitude. Perscrutou seu coração e, por vontade própria, decidiu estender os encantos de sua onisciência.
Quando caminhava sobre a terra de seus domínios, cuspiu por entre os dedos de seus segredos mais ocultos. Estes seguiram de perto o silêncio dos seus olhos.
A saliva de sua boca encontrou, porém, a terra virgem das montanhas e dos desertos. Foi assim que ele viu o homem ser criado para cuidar dos seus sonhos.
E Deus sentiu medo.
Edemir Fernandes Bagon
terça-feira, 27 de junho de 2023
Jacó luta com o Anjo no Vau do Jaboque
Deixou seus olhos no passado. Dividiu suas glórias com os mais próximos. Reconheceu suas fraquezas. Mas quando ouviu seu nome ser anunciado no caos, sentiu medo da saudade que lhe tocava o fêmur. Quis rebelar-se contra o céu. Era tempo.
Edemir Fernandes Bagon
| Jacob struggling with the Angel , 1856-1861, Eugène Delacroix |
sábado, 13 de maio de 2023
Delta
O frio das palavras e das paredes despidas
O escrito sobre as sombras nos muros e nos espelhos
O silêncio dos caminhos retilíneos e do destino
A plenitude ancorada no passado
O desvio desfeito em linha reta
O encontro e o desencontro das canções dos anjos
A água límpida deixada nas taças do ego
[O querer dos olhos é pelo ausente]
Edemir Fernandes Bagon
sábado, 25 de março de 2023
quinta-feira, 16 de março de 2023
Releituras
[...]
Trazia no silêncio dos olhos o diálogo escrito pelo desejo. Refazia seus estranhos caminhos por entre as cores transtornadas pela loucura da alma.
Deixava perto das mãos um pincel de cravos e rosas para delinear, em suas veias, cavernas mitológicas. Reconquistava seu reino e toda a armada inglória de sombras e folhas de outono.
Um deus de prata era colocado em xeque no tabuleiro de homens despidos. Monstros de lodo e suas musas de barro aniquilados por incautos domadores de demônios - os primeiros a encontrar o tecido que envolvia as entranhas de Perséfone.
domingo, 9 de outubro de 2022
Ritos
O inteiro céu escrito em prateados ritos
Diante de todas as horas espelhadas
Os degraus
cinzas perpendiculares
O gosto das danças e das línguas nuas
O desejo contempla o tempo em suas mãos
O destino espera pelo jamais vivido
Edemir Fernandes Bagon
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
Homens de Bem
Logo após converter-se ao mais profundo dogmatismo religioso, Theodoro prosperou em seu ego e passou a dividir sua visão particular de mundo.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2022
Cristais
portão diante do muro da casa branca
e telhados colados nas folhas das árvores imaginárias
passos desencontrados que atravessam o destino cansado do mundo
céu vestido de rosa e de branco e azul translúcido:
para onde vai o sentido das formas das asas dos pássaros de cristais?
Edemir Fernandes Bagon
Ecos proustianos
Viu o tempo passar. Em busca do perdão perdido, prostrou-se diante do cisne. Edemir Fernandes Bagon
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Edemir Fernandes Bagon [1] Resumo : O objetivo deste artigo é discutir o processo de construção do conto “A solução”, de Clari...
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O tempo nomeia o medo das coisas. Não há distanciamentos destinados por encantos humanizados. Tudo é temporariamente um nome. E...




