domingo, 10 de dezembro de 2017

Entrelaçamento




teça o dia
com seu ego nele entrelaçado

se não fosse o fim,
              que seria do passado (?)

de onde viria
              o destino (?)

ou a cor das folhas caídas
               nos rios inventados (?)





Edemir Fernandes Bagon



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Vênus escrevendo cartas de amor



a primeira folha no chão deixada pelo outono
o primeiro tempo do jogo perdido

o nem sempre acometido de um brutal arrependimento

por onde vem o canto de Deus?

das janelas são vistas as asas do anjos...
o teu amor sob o mundo
os ritos explicados por xiitas da escuridão
a capital e o capital do abandono
o estado imperfeito de todos os egos
o insano circunspecto da vida
e os sons trazidos de tão longe para se deitar com o mar

(Vênus escrevendo cartas de amor)

das sementes incrédulas nascem as dores
fakes debruçados em camas giratórias de motéis decadentes


toda a extrema-direita lutando com um martelo e uma foice nas mãos contra a chegada de um anticristo anunciado em seu próprio espelho
um cardume inteiro esperando o cesto a ser dividido em partes iguais
anéis colocados nos dedos da discórdia

vendidos são os olhos da virtude



Edemir Fernandes Bagon












sábado, 28 de outubro de 2017

Fada madrinha

era uma vez
uma garotinha que vivia numa floresta quase encantada

um dia, ela se perdeu no caminho de volta pra casa onde morava
e, sem querer, encontrou um espelho no chão e viu diante de seus olhos sua imagem

compreendeu que seria melhor inventar completamente sua história (mas que fosse quase verdade)
quando sentiu fome e desespero...
não titubeou em pedir para sua fada madrinha, que vivia sobre as árvores, "aquela maçã caída na estrada"

e quando mordeu a fruta

sentiu um enorme desejo de não ser mais nada


Edemir Fernandes Bagon

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Balas Fini

O trem aproximava-se da plataforma. 
Homens, mulheres e crianças. 
Vendedores entoavam suas frases de vendas.
Vozes, moedas e destinos.
Um menino de nove anos segurava uma caixa de papelão e, incansavelmente, repetia : 
- Balas Fini, um real! Balas Fini, um real! 

Entregou o troco para um passageiro. Encostou a caixa na porta automática. Sentou-se no assoalho. Observou  pela janela a presença dos guardas.

"Estação Osasco! Desembarquem pelo lado direito do trem!"

Fingiu que estava procurando onde descer. As portas foram fechadas. Os homens de azul-marinho não entraram. 
O menino, então, com sua voz aguda, recomeçava a vida (?). 
- Balas Fini, um real! Balas Fini, um real!  O rapa partiu, camelô sorriu! Balas Fini, um real!

Edemir Fernandes Bagon

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O discurso semiótico na poesia de Ferreira Gullar: traduções possíveis



                                                                           Edemir Fernandes Bagon (PROFLETRAS/CPTL/UFMS)

Introdução

Ferreira Gullar é um importante autor brasileiro dotado de inúmeros talentos literários. Crítico, biógrafo, tradutor, ensaísta e memorialista, foi sobretudo na poesia que suas habilidades escritoras se tornaram conhecidas. Ocupante da cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras (posse em 5 de dezembro de 2014), produziu no campo da poesia: Um pouco acima do chão – 1949; A Luta Corporal – 1954; Poemas – 1958; João Boa-Morte, Cabra Marcado para Morrer (cordel) – 1962; Quem Matou Aparecida? (Cordel) – 1962; A Luta Corporal e Novos Poemas – 1966; Por você, por Mim – 1968; Dentro da Noite Veloz – 1975; Poema Sujo – 1976; Na Vertigem do Dia – 1980, entre outras.
Nascido em São Luís do Maranhão (1930), aos 19 anos conheceu a poesia moderna por meio dos textos escritos de Carlos Drummond de Andrade. Logo passou a ser um sectário da arte modernista.  Posteriormente aderiu à tendência concretista e, no entanto, como dissidente daquele movimento, passou a integrar o grupo dos chamados neoconcretistas – formado por artistas plásticos e poetas do Rio de Janeiro, tais como Lygia Clark e Hélio Oiticica. O neoconcretismo surge em 1959, com a divulgação do manifesto escrito por Ferreira Gullar, seguido da Teoria do não-objeto
Por ocasião do lançamento de A Luta Corporal (1954), marcada pela mentalidade concretista, Ferreira Gullar afirmou ser um desejo dele que “ a linguagem fosse inventada a cada poema”. Com efeito, suas experiências poéticas foram levadas ao limite da expressão, criando o livro-poema e, depois, o poema espacial, e, finalmente, o poema enterrado[1]. O poema enterrado foi a última obra neoconcreta de Gullar, que se afastou então do grupo e integrou-se na luta política revolucionária[2]. O engajamento político provocou sua prisão durante a ditadura militar instaurada no país, em 1964.  No exílio, foi para Moscou, Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires – onde escreveu Poema Sujo. Em 1977, foi preso e torturado. Sua libertação deveu-se à pressão internacional. Em 1980, publicou Na Vertigem do Dia e, também, uma coletânea de todos os seus escritos, até aquele momento, denominada Toda Poesia.
Em Na Vertigem do Dia (1980), encontramos o poema “Traduzir-se”. Segundo Sandro Adriano Silva[3] (2013), em artigo intitulado Demandas do Presente: “Traduzir-se”, de Ferreira Gullar[4]
No poema de Gullar, o mote da tradução elabora um conjunto metafórico: o título reivindica uma hermenêutica de si. Hermēneuein 3 significa "declarar", "anunciar”, “interpretar", "esclarecer" e, por último, "traduzir". “Traduzir-se” - o uso da partícula “se”, funciona como uma licença poético-gramatical (incorpora um caráter reflexivo) - denota um debruçar sobre si, ato, portanto, de auscultamento do ser, de um encontro consigo mesmo, fundante de uma experiência de transcendência com/na palavra matéria-prima da poesia e do conhecimento (...). 

Não obstante, podemos considerar o poema “Traduzir-se” como metáfora de exploração de algumas dicotomias que, conforme Silva (2013), “espraiam essa experiência, sobretudo os liames sugeridos entre consciente/inconsciente, racional/irracional, expressão/comunicação, propostos no texto, e que nele propõem um enigma caro à arte e à vida e a sua “tradução”.
Nesse sentido, propomos uma análise de natureza semiótica em que sejam vislumbrados os níveis de leitura do texto – fundamental, narrativo e discursivo – a fim de compreender seus efeitos de sentido, figuras e temas, bem como os papéis do destinador/destinatário. Para tanto, faremos a segmentação do texto, proposta na teoria de Greimas, e, também, o uso de um quadro semiótico para verificação dos elementos de significação mais relevantes do poema.

1.      Análise do Nível Fundamental

Segue abaixo o texto Traduzir-se[5], de Ferreira Gullar.
Traduzir-se

1 Uma parte de mim
2 é todo mundo:
3 outra parte é ninguém:
4 fundo sem fundo.
5 Uma parte de mim
6 é multidão:
7 outra parte estranheza
8 e solidão.
9 Uma parte de mim
10 pesa, pondera:
11 outra parte
12 delira.

13 Uma parte de mim
14 almoça e janta:
15 outra parte
16 se espanta.
17 Uma parte de mim
18 é permanente:
19 outra parte
20 se sabe de repente.
21 Uma parte de mim
22 é só vertigem:
23 outra parte,
24 linguagem.
25 Traduzir uma parte
26 na outra parte
27 — que é uma questão
28 de vida ou morte —
29 será arte?                                                                           

- De Na Vertigem do Dia (1975-1980)

Traduzir-se pode ser segmentado em duas partes significativas que correspondem as duas estrofes constitutivas do poema. A 1.ª parte, portanto, definida pelos 12 versos iniciais (versos: 1 a 12). A 2.ª parte é constituída pelos 17 versos finais (versos: 13 a 29)[6]. Em ambos os segmentos, o eu-lírico afirma uma existência ontológica dividida entre consciência/inconsciência, racionalidade/irracionalidade, expressão/comunicação.
Na primeira parte, porém, o poeta busca o lugar do eu no mundo ao declarar-se pleno, em parte, na sua existência (“Uma parte de mim/ é todo mundo”), mas que se descobre (eu-lírico), paradoxalmente, não ser “ninguém” em sua própria totalidade. Notadamente, a expressão “uma parte de mim” é reiterada ao longo do texto. A isso se explica a necessidade do eu-poético revelar-se em oposições contundentes.
Ou seja, o instinto versus intuição perceptiva acerca da realidade do mundo reverbera na condição humana submetida à contingência da própria vida. Logo, o poeta afirma que “uma parte de mim/ é permanente:/ a outra parte se espanta” (versos 17-20), pois o que caracteriza o humano é o desconhecimento do vir a ser, do transformar-se em, ao longo do tempo na própria existência.
Decorre daí a oposição entre vertigem e linguagem apresentada no poema de Gullar. A sensação de um mundo em constante transformação, num movimento oscilatório causador da vertigem, implica a urgência de uma explicação ou interpretação linguística das coisas em si. Ou seja, a linguagem atua como mecanismo de expressão essencial para dar sentido à vida. E, por essa razão, é preciso traduzir-se em um processo de metalinguagem no qual a vida e a morte estariam luta/oposição perene (“Traduzir uma parte/ na outra parte/ — que é uma questão/ de vida ou morte”).
Os aspectos eufóricos e disfóricos, portanto, estão determinados pela concepção de vida e morte explicitada pelo eu-lírico – sujeito actante do discurso. A vida compreende as partes que encerram o todo (o ser), e.g., sensação-pensamento-linguagem; a morte é, portanto, a ausência da linguagem visto que o ser só existe por completo à medida que se traduz expressivamente “(...) uma parte/ na outra parte”.
Assim, as categorias fundamentais podem ser representadas graficamente pelo chamado “quadrado semiótico”, que demonstra como no poema se passa de uma a outra dessas categorias semânticas por meio de uma negação (Greimas; Courtés, 2012, p. 400-404)[7]. Exemplo (fig. 1):



_____________________________________________________________                                                                                                    
                  MORTE                                                          VIDA
                                                                 ╳                                       
          
                  LINGUAGEM                                         AUSÊNCIA de LINGUAGEM
                                              
                        

                _____________________________________________________________                                                                                                                                      
 (Fig.1)


2.      Análise do Nível Narrativo

O sujeito actante apresentado pelo poema é o eu-lírico. Este busca o objeto-valor (linguagem) ao longo dos versos e é o responsável pelas construções poéticas reveladas em todo o discurso. O sujeito que busca o valor estabelece um “contrato pré-estabelecido” com o chamado destinador – o leitor ideal. Assim, podemos dizer que o destinador é o público leitor que valoriza euforicamente o discurso poético apresentado.
A manipulação é resultante de um discurso retórico-estilístico construído sobretudo por meio de oxímoros, metonímias e anáforas: “todo mundo/ ninguém”, “fundo sem fundo/ multidão”, “pesa/pondera”, “almoça/ janta”, “permanência/ de repente”, “uma parte de mim”.  Para Silva (2013: 128):

Esse procedimento estilístico ressoa como demanda de conhecimento e representação. [...] o poema é concomitantemente descrição e narração de um eu lírico que intenta “traduzir” sua tentativa de compreensão da transitividade que marca a dinâmica de referências e integração que o constituem, expressas pelo jogo metonímico e pelo efeito de oximoros, derivados do nível lexical: (...). 

 O recurso anafórico estabelece um fluxo rítmico ao poema, configurando as concepções que o poeta elabora sobre arte e estética, e suas implicações no processo de criação do discurso poético. Desse modo, a manipulação por meio da sedução é desenvolvida, em Traduzir-se, mediante a conceituação estética e valoração atribuídas à arte poética (enquanto construto humano produzido ao longo da vida dos sujeitos históricos) como forma de o ser pensante existir plenamente.  Retomaremos, aqui, mais uma vez, o pensamento de Silva (2013) acerca dessa problemática:

Sensação obscura de que, na linguagem poética, há um exercício de procura, de encontro e desencontro de algo fugidio, que escapa ao racional, “que desmascara o sujeito humano como fissurado e inacabado” a quem “a atitude estética, segundo ele, pode nos compensar pelos sofrimentos da existência, mas não pode proteger-nos deles” (EAGLETON,1993, p. 193,196,). [SILVA, 2013, p.132).

Assim, a solidão na qual o poeta se encerra em seu processo artístico de criação se desfaz uma vez que a poesia se materializa e se configura em objeto de arte – objeto de desejo do leitor, agora, real. Nesse sentido, a busca se completa no outro que transcende a palavra escrita. A questão fundamental (“será arte? ” – Verso 29) representará a vida, e não a morte, tendo em vista os sentidos produzidos pela parte do poeta encontrada em “todo mundo”.

3.      Análise do Nível Discursivo

No plano discursivo, a investigação recai sobre os temas (principais e secundários) abordados no poema de Ferreira Gullar. Sem dúvida, a função estética e social da arte está sugerida no questionamento final do corpus poético – “ será arte? ”. Não há uma resposta para a indagação feita. É como se o sujeito actante (eu-lírico) estabelecesse um diálogo com o seu destinador transcendental (público leitor) e quisesse com isso fomentar a dúvida no outro. A relação de alteridade está necessariamente vinculada a uma imagem figurativizada nos chamados diálogos platônicos.
 O filósofo Platão elaborava seus discursos com base na aporia (questionamentos). Com efeito, os diálogos platônicos não apresentavam respostas prontas e acabadas como a um oráculo.  A dúvida, portanto, é o princípio gerativo da busca pelo conhecimento. Conhecer-se a si mesmo e o outro só se torna possível por meio da metalinguagem acerca da estesia do mundo.
Dessa forma, o eu psicologizante é fragmentado em partes, que ora se traduz na plenitude, ora se traduz no vazio (“vazio sem fundo”). O estranhamento a que se refere o eu-lírico (“estranheza”- verso 7) remonta a uma característica da modernidade apontada por Silva (2013: 130):

Nesse sentido, “Traduzir-se” reverbera um diálogo com a modernidade, na medida em que faz uma referência à clivagem do eu lírico, à ruptura em si mesmo, de “protesto contra uma situação social que cada indivíduo experimenta como hostil, estranha, opressiva”, uma “forma de reação à coisificação do mundo”, (ADORNO, 2003, p. 68,75, 80, grifo nosso), pelo mergulho nele [no poema], descobrindo o subjacente, o ainda não captado” [...] constituindo, assim, “o paradoxo básico da lírica – ser subjetividade objetivada” (...). 

É a “ruptura em si mesmo”, o estranhamento do eu-lírico que o permite reconstruir em sua interioridade aquilo que é Belo, Bom e Verdadeiro: a Arte. Esta é capaz de produzir no homem o efeito de catarse[8]- na concepção aristotélica. Por isso, é preciso ponderar a vida, e, nela, ir descobrindo os sentimentos subjacentes que permeiam a existência humana. Tais sentimentos só podem ser revelados pela linguagem literária, pois é esta uma arte escrita que expressa os sentimentos, os valores e a cultura humana. Logo, o eu-lírico apresentar-se-á em conjunção com o objeto de valor (poesia) à medida que sua performance (ato de escrever versos) consubstanciar a forma/conteúdo expressivo no plano da significação profunda produzida na estranheza das sensações e dos julgamentos estéticos do leitor.
Do ponto de vista ideológico, Ferreira Gullar apresenta-nos uma linguagem poética, na qual, de acordo com Silva (2013: 132) ao citar Eagleton (1993, p.193, 196):

(...), há um exercício de procura, de encontro e desencontro de algo fugidio, que escapa ao racional, “que desmascara o sujeito humano como fissurado e inacabado” a quem “a atitude estética, segundo ele, pode nos compensar pelos sofrimentos da existência, mas não pode proteger-nos deles” . 

Essa linguagem poética desencadeia uma reflexão sobre o papel da literatura no mundo e seus efeitos de sentido no indivíduo em sociedade. A imagem da vida e da morte é sobreposta e traduz a essência da existência no cosmos e, por conseguinte, encontra a síntese do sujeito lírico separado de sua unidade original, porém resultante de seus próprios sentimentos e pensamentos (estado de espírito). Pela análise, enfim, pode-se perceber que esse estado de espírito vivenciado pelo escritor, numa “tradução possível”, se transforma numa obra de arte de caráter literário, pois esta recebe, no processo de criação artística, um tratamento linguístico que envolve o leitor na construção dos símbolos semióticos mais pertinentes ao discurso produzido.


Referências

EAGLETON. Terry. O nome do pai: Sigmund Freud. In: ______. A ideologia da estética. Trad. Mauro Sá Rego Costa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993, p. 192-211.
GREIMAS, Algirdas Julien; COURTÉS, Joseph. Dicionário de Semiótica. São Paulo: Contexto, 2012.
GULLAR, F. Na Vertigem do Dia (1975-1980). Disponível em: . Acesso em: 26 set. 2016.
SILVA, Sandro A. Demandas do presente: “Traduzir-se”, de Ferreira Gullar. Anu. Lit., Florianópolis, v.18, n. 2, p. 128-138, 2013. ISSNe 2175-7917.







[1] Este consiste em uma sala no subsolo a que se tem acesso por uma escada; após penetrar no poema, deparamo-nos com um cubo vermelho; ao levantarmos este cubo, encontramos outro, verde, e sob este ainda outro, branco, que tem escrito numa das faces a palavra “rejuvenesça”. Disponível em: <http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%3Fsid%3D1042/biografia>. Acesso em 26 set.2016.
[2] Entrou para o partido comunista e passou a escrever poemas sobre política e participar da luta contra a ditadura militar que havia se implantado no país, em 1964. Foi processado e preso na Vila Militar. Mais tarde, teve que abandonar a vida legal, passar à clandestinidade e, depois, ao exílio. Deixou clandestinamente o país e foi para Moscou, depois para Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires. Voltou para o Brasil em 1977, quando foi preso e torturado. Libertado por pressão internacional, voltou a trabalhar na imprensa do Rio de Janeiro e, depois, como roteirista de televisão. Disponível em: <http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%3Fsid%3D1042/biografia>. Acesso em 26 set. 2016.

[3] Doutorando em Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo, Mestrado em Letras pela Universidade Estadual de Maringá, Especialização em História e Cultura Afro-brasileira e Africana - União Pan-Americana de Ensino, graduação em Letras Português-Inglês pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná e professor- Assistente do Departamento de Letras da Universidade Estadual do Paraná - UNESPAR/FECILCAM, campus de Campo Mourão/PR. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2013v18n2p123. Acesso em: 26 set. 2016

[4] Ver: Anu. Lit., Florianópolis, v.18, n. 2, p. 123-138, 2013. ISSNe 2175-7917. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/2175-7917.2013v18n2p123>. Acesso em: 26 set. 2016.
[5] Disponível em: . Acesso em: 26 set. 2016.
[6] Enumeramos o texto conforme a quantidade de versos (1 a 29) para fins didáticos.
[7] GREIMAS, Algirdas Julien; COURTÉS, Joseph. Dicionário de Semiótica. São Paulo: Contexto, 2012.
[8] Segundo Aristóteles, filósofo grego, a Catarse é o meio através do qual o Homem purifica sua alma, através da representação trágica. Para ele, a tragédia é um estilo derivado da poética dramática, e consiste na reprodução de ações nobres, por intermédio de atores, os quais imitam no palco as desventuras dos heróis trágicos que, por escolhas mal realizadas, passam da felicidade para a infelicidade, provocando na plateia sentimentos de terror e piedade, purgando assim as emoções humanas. (Disponível em: <http://www.infoescola.com/filosofia/catarse/>. Acesso em: 26 set. 2016).