quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Pedaços



O céu encobre toda a montanha azul
 E Deus se deita para ver de longe  os homens  se escondendo  no mar

Diáspora de sonhos  sobre a  terra em transe
Eclesiastes em luta corporal com os pedaços da discórdia

Um caminho descoberto pelos olhos do insano


Edemir Fernandes Bagon

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Formas

tocam as mãos da infância
os encantos

perdoam os olhos
dos doentes

velhas formas de desejo



Edemir Fernandes Bagon

domingo, 10 de dezembro de 2017

Entrelaçamento




teça o dia
com seu ego nele entrelaçado

se não fosse o fim,
              que seria do passado (?)

de onde viria
              o destino (?)

ou a cor das folhas caídas
               nos rios inventados (?)





Edemir Fernandes Bagon



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Vênus escrevendo cartas de amor



a primeira folha no chão deixada pelo outono
o primeiro tempo do jogo perdido

o nem sempre acometido de um brutal arrependimento

por onde vem o canto de Deus?

das janelas são vistas as asas do anjos...
o teu amor sob o mundo
os ritos explicados por xiitas da escuridão
a capital e o capital do abandono
o estado imperfeito de todos os egos
o insano circunspecto da vida
e os sons trazidos de tão longe para se deitar com o mar

(Vênus escrevendo cartas de amor)

das sementes incrédulas nascem as dores
fakes debruçados em camas giratórias de motéis decadentes


toda a extrema-direita lutando com um martelo e uma foice nas mãos contra a chegada de um anticristo anunciado em seu próprio espelho
um cardume inteiro esperando o cesto a ser dividido em partes iguais
anéis colocados nos dedos da discórdia

vendidos são os olhos da virtude



Edemir Fernandes Bagon