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Soli Deo Gloria

Estava aparentemente tranquilo. Nenhuma guerra verbal explícita. Nenhuma tempestade litúrgica. Nada que colocasse em risco a cor do céu naquele momento.  Resolvera, de uma hora para outra inventada, questionar a si mesmo sobre a condição de sua infinitude. Perscrutou seu coração e, por vontade própria, decidiu estender os encantos de sua onisciência. Quando caminhava sobre a terra de seus domínios, cuspiu por entre os dedos de seus segredos mais ocultos. Estes seguiram de perto o silêncio do seus olhos.  A saliva de sua boca encontrou, porém, a terra virgem das montanhas e dos desertos. Foi assim que ele viu o homem ser criado para cuidar dos seus sonhos.   E Deus sentiu medo. Edemir Fernandes Bagon

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