sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

INVERNO

DESENHO UM QUADRADO
NUM CÉU ESTRELADO
REVIRO A GAVETA
DO ARMÁRIO EMBUTIDO
ESCREVO À MÁQUINA
UMA CARTA DE AMOR
PROCURO PERDIDO
UM PEDAÇO DE DOR
DESDOBRO MEU OLHAR
DIANTE DO MUNDO
ESTRANHO O VAZIO
PRESENTE NO MAR
EQUILIBRO O SEGUNDO
ERGUIDO NO AR
E TERMINO PERSONAGEM
DE MIM MESMO DENTRE
TODOS OS OUTROS
MORRO E RENASÇO NO FOGO
JOGO MINHAS CINZAS AO VENTO
E AS VEJO AO ABRIR AS JANELAS DO MEU QUARTO
REFLETIDAS NOS RAIOS SOLARES DO MEU INVERNO.


EDEMIR FERNANDES BAGON