Ruas do Horizonte
instantes que se encontram na manhã fria
movimentos do ser despedindo-se do que foi
incontáveis formas insanas na solidão
que perdoam para continuar mentindo
folhas molhadas nas ruas sem destino
corpo na memória desamparado
imagens infelizes de alegria
cantos e sombras perto de flores
nascidas embaixo dos tetos
mães e filhos em forma de asas
cristalinos olhares para o céu
letras colocadas no portão
decodificando o mistério da desigualdade
números enviados para Deus
ou para serem engolidos feito Jonas
(pela televisão?)
Edemir Fernandes Bagon
É o aparelho ou a janela que perde a cor...
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