Flores brancas no chão
Pedras verdes observando o céu sobre o mar
Tristes campos de crisântemos
Cantigas cristalinas
Descansos incolores deixando o mundo
Intransferível forma de amor.
Edemir Fernandes Bagon
Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Para Douglas (In memoriam)
De repente, percebemos que somos instantes finitos de corpo e alma. De repente, percebemos a necessidade de ouvir o outro e compartilhar nossas alegrias e angústias. De repente, o tempo se faz em silêncio e desejamos voltar e mudar o destino como se fosse possível fazê-lo.
Compreender a vida não nos faz fortes o suficiente para aceitar a ausência daqueles que fizeram parte de nossa existência. Possivelmente, não encontraremos respostas ou mesmo aceitaremos o destino facilmente. No entanto, o certo é que teremos na memória a beleza da vida daquele semelhante, poeticamente, chamado: amigo.
Fica um pouco de tristeza nos olhos. Fica um pouco de amargura na despedida. Fica um pouco de saudade em toda hora. Ficam as coisas que poderiam ser ditas para sempre na memória.
Triste quando a amizade se perde assim no infinito. Mas o amor é mais forte que a morte.
Fica um pouco de tristeza nos olhos. Fica um pouco de amargura na despedida. Fica um pouco de saudade em toda hora. Ficam as coisas que poderiam ser ditas para sempre na memória.
Triste quando a amizade se perde assim no infinito. Mas o amor é mais forte que a morte.
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 2 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
Desistência
na inconstância o mistério desiste
grãos de areia pelejando contra o tempo
ventos sentidos pela vida
formas humanas em tons de saudade
campos de flores destemidas
ruínas que se formam feito mantra
línguas enroladas em mortalhas
cadafalsos litúrgicos de amores carnais
no submundo de esperanças o mistério desiste
viajantes, castas, classes
abraçam as palavras como filhos
amarram suas partes desiguais
para serem livres.
Edemir Fernandes Bagon
grãos de areia pelejando contra o tempo
ventos sentidos pela vida
formas humanas em tons de saudade
campos de flores destemidas
ruínas que se formam feito mantra
línguas enroladas em mortalhas
cadafalsos litúrgicos de amores carnais
no submundo de esperanças o mistério desiste
viajantes, castas, classes
abraçam as palavras como filhos
amarram suas partes desiguais
para serem livres.
Edemir Fernandes Bagon
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