segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Hobbes

Flores brancas no chão
Pedras verdes observando o céu sobre o mar
Tristes campos de crisântemos
Cantigas cristalinas
Descansos incolores deixando o mundo
Intransferível forma de amor.

Edemir Fernandes Bagon

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Para Douglas (In memoriam)



De repente, percebemos que somos instantes finitos de corpo e alma. De repente, percebemos a necessidade de ouvir o outro e compartilhar nossas alegrias e angústias. De repente, o tempo se faz em silêncio e desejamos voltar e mudar o destino como se fosse possível fazê-lo.
Compreender a vida não nos faz fortes o suficiente para aceitar a ausência daqueles que fizeram parte de nossa existência. Possivelmente, não encontraremos respostas ou mesmo aceitaremos o destino facilmente. No entanto, o certo é que teremos na memória a beleza da vida daquele semelhante, poeticamente, chamado: amigo.
Fica um pouco de tristeza nos olhos. Fica um pouco de amargura na despedida. Fica um pouco de saudade em toda hora. Ficam as coisas que poderiam ser ditas para sempre na memória.
Triste quando a amizade se perde assim no infinito. Mas o amor é mais forte que a morte.


Edemir Fernandes Bagon

sábado, 1 de setembro de 2012

Desistência

na inconstância o mistério desiste

grãos de areia pelejando contra o tempo
ventos sentidos pela vida
formas humanas em tons de saudade

campos de flores destemidas
ruínas que se formam feito mantra
línguas enroladas em  mortalhas
cadafalsos litúrgicos de amores carnais

no submundo de esperanças o mistério desiste

viajantes, castas, classes
abraçam as palavras como filhos
amarram suas partes desiguais


para serem livres.


Edemir Fernandes Bagon

Island

The sea writes waves while my eyes sleep beneath red clouds. Although his soul reads the whole island in my dreams, my tongue challenges eve...