sábado, 20 de outubro de 2012

Conflitos

Espera pela virtude
pela canção
pela chuva

Traga o mundo pelas mãos
o medo pelas ruas
o sonho pelas calçadas

Retira a terra da esperança
o cinismo ignorante
a força da miséria

Seja um ato em semente
uma doença na cura
um ingênuo arrogante

Desconfia dos olhares
dos plurais
dos humildes

Desconstrua as laterais
os horizontes
os universais

Aceita os finitos
os justos  
os cristais

Desista dos que ferem
dos indícios
dos que fogem

Compreenda os que desejam
os incrédulos
os boçais

Ajoelhe-se pelo instante.


Edemir Fernandes Bagon