quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Apocalipse


Dividem-se os homens no tempo.
Revolucionam o mundo.
Ficam os intocáveis medos.
Restam nos cantos silêncios religiosos.

Haverá formas no mundo da ignorância?
Haverá ausência no instante?
Caminhos insanos e perfeitos?
Existirão conteúdos mais sinceros que o amor?
Seremos donos das terras?
Dançaremos no horizonte?
Vinganças e mentiras trocaremos pela liberdade de ser?
Onde  ficarão os sonhos se não existirmos livres?

Cada segundo nos prende.

Ainda que fôssemos alguma coisa,
Seríamos  espelhos pedindo clemência...
Buscando perdão pela  infância perdida ou
Aceitando o mal para ser um bem menor.

Se quiséssemos realmente cantar os salmos, nós não faríamos um comércio de Deus.
Se procurássemos um mar aberto perto do deserto,  roubaríamos até mesmo o cajado de Moisés.
E o ódio se deitaria com o mar desnudando a terra.


Edemir Fernandes Bagon