segunda-feira, 4 de março de 2013

Guerra

quando dos caminhos se fizeram outros estreitos
e do orgulho enormes pedras foram deixadas no céu

instantes inteiros vieram em busca de amor
para mitigar a fome dos silêncios perdoados

cadeados encontrados nas ruas das lembranças
distanciamentos sorridentes  deformados em seres violentos

discursos de paz ensanguentados no ódio e no sentimento de superioridade
castrados por números digitados e debruçados sobre as mesas do Estado

para onde irão as mãos erguidas em favor da vida e da humanidade
os monstros se escondem nas escolas pitagóricas

e os versos  nas florestas se libertam dos machados
destino e palavras se equilibrando para vencer os olhos do mal



Edemir Fernandes Bagon






2 comentários:

  1. Respostas
    1. Sinval Santos da Silva, grato por suas palavras.
      Aproveito, também, para dizer que seus escritos são bem mais encantadores.
      Desde já, tornei-me mais um de seus seguidores.
      Grande abraço!

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Viu o tempo passar. Em busca do perdão perdido, prostrou-se diante do cisne. Edemir Fernandes Bagon