quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Donativos


Espera o tempo

Espera até a saudade virar fotografia
Caminha pelas ruas em sentido horário
Contempla a vida quando vier o outono
Reescreva a história na condição de sujeito
Compreenda a plenitude e a ausência

Desfaça os planos
Escreva nos muros poemas de amor
Separa o joio do trigo com justiça
Procura o ser  desabrigado do corpo
Esconda cinzas jogadas em cantos da casa
Inventa um mundo

Navega pelos mares da cor dos teus sonhos
Usa a palavra para encantar os olhos
Contempla a beleza do que julga ser
Aceita a perfeição daquilo que não é
Seja um verso em construção perene

Espera o tempo


Edemir Fernandes Bagon