quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Espelho

Mariana estava completamente perdida. Tinha poucos amigos. O trabalho não era aquilo que havia sonhado quando jovem. Amargava no espelho seus dias e, por pouco, não deixava a vida numa carta sobre a mesinha da sala.
Uma noite, porém, encontrou Tiago. Jovem, bonito e inteligente.
Embora tivesse recebido das amigas alguns conselhos (...), ela o quisera como nunca. 
Todas as coisas não vividas num desejo retórico de peles linguísticas.
Caíram as folhas nas ruas, vieram as flores.
Tiago no tempo tornou-se memória.
E Mariana sentiu-se no espelho. 


Edemir Fernandes Bagon

2 comentários:

Turvidez

Tocaste meu calcanhar como um cão dentro do espelho. Tua casa, de vermelho, em sete cantos, me ouvia. Teu palavreado, como nuvens encantadas...