quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Bálsamos


                os instantes não curam como bálsamos
tampouco cicatrizam os sonhos

                nascem infinitamente
e se encantam como os lábios que falam salmos
             
               dançam com as rosas no vento
compreendem muito pouco
os que desejam
e aqueles que vivem no mundo
esperando pelo destino

os que fingem
os que amam



Edemir Fernandes Bagon





               

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