quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Caminhos II


Quando o vento tocou no passado
Os olhos esqueceram

E de repente as mãos quiseram tocar no mundo
Com a mesma sensibilidade dos peixes nas pedras submersas

Vieram também a criança e a mãe que sonhavam e
Deixaram lá fora o acaso

Quando a vida encontrou o amor
A linguagem e a espera se tornaram símbolos

Desceram os homens as escadas dos seus credos
Enxergaram as pedras em linhas azuis

Quando o vento tocou no passado
Os caminhos pintaram os espelhos


Edemir Fernandes Bagon



                                                                          (By Renato Guedes) 

6 comentários:

  1. Cada dia o passado cresce e a história de quem somos fica mais longa. Nem todo mundo tem a paciência necessária de escutar.

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  2. Respostas
    1. Obrigado pela sensibilidade, Ana Bailune! Obrigado, obrigado, obrigado.

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  3. Soneto-acróstico

    E quando o vento tocou no passado
    Deixando indelével e profunda marca
    Então quisera caminhar bem ao lado
    Meditando sobre que o vento abarca.

    Impressiona que tanta sensibilidade
    Reflita no dia-a-dia dessa boa gente
    Faz portanto muito bem pra vaidade
    Enquanto muda corpo e bole mente.

    Respeite em seus credos os homens
    Nem sequer importa pedras azuladas
    Ainda que assim muitos anos somem.

    Deixa que as mães e suas criançadas
    Encontrem seu bom caminho e tomem
    Sem se preocupar com essas escadas.

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