terça-feira, 11 de novembro de 2014

Tecidos


o tempo vai desfazendo suas linhas de tecido
             palavras envelhecem como espírito

             vai desconstruindo precipícios
tênue margem entre o que busca e finge

            doce feito virgem num caleidoscópio
raro dentro do corpo em tons de amor

            desfigura a vida violada pelo medo
vira novelo sem fim



Edemir Fernandes Bagon



2 comentários:

  1. Soneto-acróstico,
    O tempo passa

    O tempo desconstrói os eventos sim
    Tecido inconsútil que une bem e mal
    Encontros tanto do bom como do ruim
    Caleidoscópio que viaja na terra-nau.

    Inda que esse arrogante tempo queira
    Desfigurar a tessitura que todos une
    Onde houver uma palavra verdadeira
    Determinado está que sair-se-á impune.

    Onde houver récuas de humanidade
    Tempo haverá para que tudo se faça
    Então contemos com certa ubiquidade.

    Mas quem de nós, essa humana raça
    Poderá gerir o tempo com acuidade
    Ostentando inteligência tão escassa.

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  2. Caro Edemir,
    Obrigado por me seguires.
    Assim, tive oportunidade de ler a excelente poesia que aqui tens.
    Um abraço.

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