quarta-feira, 4 de março de 2015

Desencarnados


a gente não sabe dizer para onde vai o coração
[destino? escolha?  coincidência?]

talvez seja assim um pouco da tarde que chega com a chuva
procurando o instante sem saber da vida e , nem mesmo, como tecer o ontem

o perdão é construído e perdido por entre espíritos

[os olhos libertam o amor]




edemir fernandes bagon

6 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Amanhece neste horizonte enquanto
    Mais além a chuva o ontem vem tecer
    A gente não saberia dizer no entanto
    Nada sobre qualquer coração a sofrer.

    Hoje talvez muito diferente do amanhã
    E sequer sabemos da vida um instante
    Como acolher estrelas na noite cortesã
    E encontrar o ignoto um tanto distante.

    Realidade se põe quando o sol se vai
    Na noite que surge da vida nada resta
    Onde houvera luz agora escuridão cai
    Habitantes noturnos então fazem festa.

    Obscuridade que a orientação impede
    Renasce sem nada saber dessa tarde
    Imaginação fecunda da luz se despede
    Zunindo na noite aceso pirilampo arde.

    Os olhos portanto se libertam do amor
    Noite é perdão construído mas perdido
    Tanto pelo silêncio quanto pelo negror
    E o mundo sem querer perde o sentido.

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    1. Muito obrigado por sua genialidade com as palavras! Um abraço fraterno, Jairclopes!

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  3. nice blog, follow for follow?

    www.trendyytimes.blogspot.nl

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