Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
domingo, 24 de maio de 2015
sábado, 16 de maio de 2015
Sobre as coisas que não me saem da memória
seu instante: meu princípio filosófico
seu caminho: minha escolha intuitiva
seu descanso: meu canto de encontro
seu sorriso: sempre o verso último de meu livro
seu mistério: destino e desatino sob o céu de Vênus
seu encanto: meus olhos procurando ser no mundo
seu caminho: minha escolha intuitiva
seu descanso: meu canto de encontro
seu sorriso: sempre o verso último de meu livro
seu mistério: destino e desatino sob o céu de Vênus
seu encanto: meus olhos procurando ser no mundo
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Oração
Bem-aventurados os que nascem para ter esperanças
Bem-aventurados os que amam sem exigir do tempo nenhuma perfeição
Bem-aventurados os que ensinam com a própria vida
Bem-aventurados os que encontram um caminho e também um labirinto
Bem-aventurados os que negam aos poucos sonhadores sua incompreensão
Bem-aventurados os que se perdem sem olhar para trás
Bem-aventurados os enganos abandonados nas esquinas do mundo
Bem-aventurados os nomes dessacralizados da arte
Bem-aventurados os loucos comedidos
Bem-aventurados os silêncios decorridos do discurso
Bem-aventurados os momentos esquecidos no abismo
Bem-aventurados os nós desatados com sangue escorrido nas mãos
Bem-aventurados os mistérios acorrentados pelos olhos
Bem-aventurados os que vigiam o mar e sentem o gosto amargo do corpo arrependido
Bem-aventurados os egos nos espelhos quebrados
Bem-aventurados os instintos remidos que se levantam do chão desconhecido
Bem-aventurados os que amam sem exigir do tempo nenhuma perfeição
Bem-aventurados os que ensinam com a própria vida
Bem-aventurados os que encontram um caminho e também um labirinto
Bem-aventurados os que negam aos poucos sonhadores sua incompreensão
Bem-aventurados os que se perdem sem olhar para trás
Bem-aventurados os enganos abandonados nas esquinas do mundo
Bem-aventurados os nomes dessacralizados da arte
Bem-aventurados os loucos comedidos
Bem-aventurados os silêncios decorridos do discurso
Bem-aventurados os momentos esquecidos no abismo
Bem-aventurados os nós desatados com sangue escorrido nas mãos
Bem-aventurados os mistérios acorrentados pelos olhos
Bem-aventurados os que vigiam o mar e sentem o gosto amargo do corpo arrependido
Bem-aventurados os egos nos espelhos quebrados
Bem-aventurados os instintos remidos que se levantam do chão desconhecido
Edemir Fernandes Bagon
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Estacionamento
Eu me procuro no tempo
Esperando a chuva terminar
Esperando a palavra criar o mundo
Esperando os olhos lerem o céu e o mar
Eu me procuro o tempo inteiro
Inventando espaços verdadeiros em mim
Colando pedaços de papel nos vidros da infância
Eu me inscrevo no que vier sob a forma de destino
Escravizando o escândalo como efeito do desejo
Eu me procuro sendo seu espírito
Eu me reconheço como fim daquilo que não veio
me transformo em música feita de silêncio
abraçando-me o peito como tornado o seu amor desfeito
e eu me procuro...
não sei em qual tempo e tampouco em qual mundo
Esperando a chuva terminar
Esperando a palavra criar o mundo
Esperando os olhos lerem o céu e o mar
Eu me procuro o tempo inteiro
Inventando espaços verdadeiros em mim
Colando pedaços de papel nos vidros da infância
Eu me inscrevo no que vier sob a forma de destino
Escravizando o escândalo como efeito do desejo
Eu me procuro sendo seu espírito
Eu me reconheço como fim daquilo que não veio
me transformo em música feita de silêncio
abraçando-me o peito como tornado o seu amor desfeito
e eu me procuro...
não sei em qual tempo e tampouco em qual mundo
Edemir Fernandes Bagon
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