quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Não encontrava nenhuma forma para falar tudo aquilo que sentia de verdade. Daí, olhando para o céu, estendeu sua mão para uma nuvem e desejou alcançá-la. Olhou de um lado para o outro, não vendo ninguém que o observasse, prostrou-se. De repente, soltou um grito ensurdecedor; pôs a mão na cintura onde guardava um 38 e atirou contra o medo de existir. 

Edemir Fernandes Bagon


Sófocles, Ájax | MITOLOGIA

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Ecos proustianos

Viu o tempo passar. Em busca do perdão perdido, prostrou-se diante do cisne. Edemir Fernandes Bagon