terça-feira, 21 de abril de 2020

Campos Elíseos



Com seus olhos de pedra
A alma procura o vício
A dor come as próprias vísceras 
O corpo nomeia-se sagrado


Edemir Fernandes Bagon

terça-feira, 7 de abril de 2020

Dourados



Desceu as escadas de sua casa com toda a poética de uma criança. Riscou o tempo com as mãos, trazendo as folhas de seu caderno no espaço. Deixou este nos degraus com suas letras e desenhos.  Em seguida, pegou de uma só vez aquele brinquedo de rodas que estava sob a árvore do quintal. Um pé no pedal e o outro, também. Os olhos voltavam-se para o portão da frente da casa. Num esforço contínuo, realizou magicamente seu maior desejo naquele momento. Depois, deixara seu brinquedo no chão e abraçou seu caderno outra vez. Gritou pelas irmãs mais novas, pela mãe, pela tia e pelos avós (numa felicidade incontida, até mesmo, pelo céu dourado daquela tarde).
- Eu consegui! Parabéns pra mim!! Eu consegui, Vô! Aprendi a andar de bicicletaaaa! Uhuhuhuhu!


Edemir Fernandes Bagon

Island

The sea writes waves while my eyes sleep beneath red clouds. Although his soul reads the whole island in my dreams, my tongue challenges eve...