quinta-feira, 2 de julho de 2020

Jusante do céu


um ponto final deixado  no vazio
e um deus presente na ausência

um bem invisível trazido das ruas
e um vaso de acanto

os espíritos dançam na jusante do céu

um coração  cansado de sentir
o mundo à margem do tempo


Edemir Fernandes Bagon


2 comentários:

  1. Olá, Edemir.
    Um poema profundo, muito lindo.

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    Respostas
    1. Como vai, Ana Bailune? Espero que esteja bem.
      Sempre uma alegria receber um elogio seu. Uma honra.
      Muito obrigado.
      Um Abraço fraterno!

      Excluir

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