sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Corpo

A pele do corpo desfigura-se

Tendo à frente um campo imenso de flores
E um vazio enorme dentro da vida

Um pouco tiveram os olhos de alegria 
Quase ficou perdida a música antiga

[Mar longe]

O sol se enganava pelo céu
Enquanto a hora encontrava a luz

O tempo e a dança cantam agora a volta do sonho

O retorno da moça de laço 
Aresta de vaso em pleno quadro-mundo

[Desfigura-se a pele do corpo]

Olhos mais sinceros e cerrados.

No campo não existem flores nenhuma
Não há dentro da vida
Vazio nenhum
Existe a vida de dentro
Mas do lado de fora vida não há.


Edemir Fernandes Bagon