sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Lázaro



Onde foram as esperanças e idéias sobre a vida igualitária?
Fingimos um discurso sobre a igualdade entre os homens para que a paz contrariada possa existir?

Quando percebo a imagem de um homem-político, bem como sua imperfeita palavra enunciada, sinto náusea.
Ainda que possa garantir seu  status mediante a fome e a miséria,
Não é possível aceitar a essa condição imposta como forma perfeita do destino.

Não somos predestinados. Somos humanos.

É o humano que compreende e que se desfaz.
É o humano que se engana se assim o quiser.
É o humano que resiste à dor sob os escombros.

Para que servem complexos e rentáveis sistemas financeiros - suas organizações, leis, decretos e estados compactados, sustentados pela vaidade e ambição?

Haverá a possibilidade da reconstrução da vida humana,
Ou deixaremos de viver a felicidade plena em favor do mesquinho interesse e da hipocrisia?

Como Lázaro, príncipe do mar, entregue à terra

Sem ser humano.
Sem caverna.
Sem a quem chamar.

De repente, o céu se transforma.



Edemir Fernandes Bagon