sábado, 28 de maio de 2011

The Way

i prefer to look for my destiny in the ocean
i prefer to lose my body in your eyes
i prefer  simple questions and no answers
'cause i believe in sad dreams and fake smiles

edemir fernandes bagon

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Bird

but i don't know that i can't feel
sometimes i can see my soul in the sky
sometimes i think that you're mine
and the birds fly for me

edemir fernandes bagon

Rewrite

gostaria de  ter novamente  minha maneira de sentir o mundo
e meu  medo de ficar sozinho e  de não saber o caminho de volta pra casa

houve um tempo em que eu não tinha a consciência da existência de fato das coisas
houve um tempo em que eu não tinha a consciência de estar só no mundo tão cheio de palavras

naquele tempo eu apenas brincava de ser um super-herói voando sobre os muros ou sobre as calçadas
naquele tempo eu não sabia do que era feito o mundo
naquele tempo eu sentia medo de ficar sozinho e não saber o caminho de volta pra casa
naquele tempo eu queria viver de verdade apenas por brincadeira

gostaria de voltar no passado apenas pra fazer alguns retoques na minha história
só pra ver no que daria
só pra ver...



edemir fernandes bagon

domingo, 8 de maio de 2011

Gates



caem  folhas no jardim
quase todos os dias
e sempre o vento
as arrasta para longe


caem folhas sobre um rio
e as águas se abrem como nos sonhos dos anjos tristes


caem folhas
caem folhas sob a ponte


edemir fernandes bagon

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Maio de 2011

somos cristãos
comemorando a morte
de um homem
pela ruas de nova iorque


somos cristãos
comemorando a morte
de um homem
nas areias de um deserto
nas mansões de hidrocarboneto


somos cristãos
comemorando a morte
de um homem
com bandeirinhas em nossas mãos


somos cristãos
comemorando a morte
de um homem
com a doce vida dessa justiça humana


somos cristãos
comemorando a morte
de um homem
por suas mortes


somos cristãos
comemorando
a morte da insensibilidade


somos cristãos
comemorando
a loucura hipócrita
de nossos hinos de louvor


somos cristãos
para engolir a areia
e cheirar a pólvora
do nosso orgulho de vingança


somos cristãos
idolatrando a dor
do dinheiro podre
dos senhores do mundo


somos cristãos
caminhando sobre
os outros


somos cristãos inventando touros
amamentados por lobas de nosso imaginário


somos os impérios do passado
somos os símbolos da discórdia


somos humanos? somos a verdade,
o caminho e a fé?
somos cristos ou fingimos?


somos cristãos esperando pela morte
dos inimigos?




queremos a face tridimensional e o perdão de Deus.
queremos.


mas de repente encontramos na tv a alegria da vingança
a justiça da injustiça
a morte sem um júri
o olho pelo dente
sem que venhamos a  oferecer o outro lado de nossas faces


somos cristãos?




edemir fernandes bagon

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ser


sabe aquela saudade que a gente sente  e fica sem ter para onde ir com a alma
e, por esse motivo, caminha sem direção ou intenção de chegar a nenhum lugar

sabe aquela saudade de um momento que a gente pensava  que não iria acabar nunca


o primeiro dia na escola
o medo da professora Maria
o medo de andar sozinho na rua pra voltar pra casa

dos amigos estranhos da sala de aula
daqueles que a gente sequer hoje se recorda do nome
mas que os traços dos rostos ficaram assim na memória 
como uma fotografia bem antiga guardada 

(daquelas nas quais ficam alguns sentados e outros em pé ou aquelas em que a gente aparece com um sorrisinho torto de braços cruzados sobre uma mesinha com uma bandeirinha do Brasil ao fundo e uma corujinha de óculos segurando um livro)

sabe aquela saudade que a gente sente quando ainda vê do circular uma paixão da adolescência andando pela rua...

sabe aquela saudade do primeiro encontro
                                     da primeira viagem pelos cantos da estação
                                     da primeira vez que se viu sozinho e livre
                                     do primeiro tempo em que os sonhos faziam
                                     sentido
                                     das conversas demoradas na porta de casa
                                     da mãe gritando o nome da gente na rua

sabe dessa saudade que não acaba nunca?


edemir fernandes bagon








domingo, 1 de maio de 2011

Entrada


se esperar por muito tempo  para encontrar o Amor
aguarde o entardecer para falar com Deus
espere anoitecer para sentir saudade 
 escreva versos nos portões das casas


 esqueça o corpo sobre o mar da infância
 longe voe para tocar no 
Eterno



edemir fernandes bagon

Island

The sea writes waves while my eyes sleep beneath red clouds. Although his soul reads the whole island in my dreams, my tongue challenges eve...