terça-feira, 17 de novembro de 2015

Outrora

Vim ao mundo me encontrar no silêncio das palavras
Vim ao mundo ser seus olhos para ter a minha vida

Vim ao mundo ver de longe as nascentes escondidas sob o mar
Vim ser e conhecer o que há dentro da saudade

Vim ao mundo me entregar em cinzas
Vim deixar minhas partes esquecidas nas encostas das montanhas

Vim ao mundo com os sentidos inventados pelos sonhos
Vim ao mundo me encontrar nos intervalos do que eu sou agora


Edemir Fernandes Bagon





terça-feira, 10 de novembro de 2015

Coliseu

existem caminhos ou apenas um?

imundo é o mundo que nasce  feito de histórias antigas

entregar-se a quem? perder-se em qual realidade?
conhecer a vida e seus sentidos em nome de palavras insanas

sentimentos? importam ?
verdades?

exceções do agora...

o céu é um eu errante sob o deserto
os olhos testemunham ainda o tempo dos homens

o tempo escrevendo leis nas paredes e pedras



Edemir Fernandes Bagon





(Grande Coliseu, Roma, Itália. foto preto e branco — Fotos por elenaburn)

domingo, 8 de novembro de 2015

Simbolismo

O Amor  fala em versos livres
o que os homens não entendem


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Edemir Fernandes Bagon





terça-feira, 3 de novembro de 2015

Descobrimentos II

redescobrir
o mar e o mundo em mim

atravessar o silêncio agarrado nas palavras ocultas

cair com as folhas do tempo em todos os cantos do que sou

enquanto houver vida
enquanto houver amor
enquanto houver

meu destino meus olhos dirão


Edemir Fernandes Bagon

Island

The sea writes waves while my eyes sleep beneath red clouds. Although his soul reads the whole island in my dreams, my tongue challenges eve...