sábado, 23 de julho de 2016

Diário


As janelas continuam abertas.
Quase noite.

Na casa ao lado, a mulher espera calada a chegada do filho.
Atrás do meu cômodo, um casal de velhos calados espera a vinda do neto.
Em frente ao portão de casa, o pai da menina descansa na cadeira colocada no quintal.
Os latidos que não param.

Os olhos deixam as páginas de Dostoiévski.
O coração é acusado injustamente.


Edemir Fernandes Bagon

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