quarta-feira, 25 de abril de 2018

Decantação


o amor que vai embora na clareza das horas
                            perdoa o tempo da solidão,
                            porque não se cabe nunca no vazio da espera.

os sonhos são apenas a medida daquilo que os olhos alcançam
                            desenhos cerzidos em nuvens
                            [que] decantam o invisível dos tecidos feitos na memória.


Edemir Fernandes Bagon

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