domingo, 30 de maio de 2010

Transformação


Transformação


vivi inteiramente o passado da longínqua história do homem
vivi a angústia do mundo todo
e assim se me deu a tranformação
o que ninguém é capaz de peceber
é que já não há rimas no final do corredor

e no filme coexistam dois mundos
duas pessoas apaixonadas pela vida
enquanto uma vive para si e
a outra para o mundo
Dois estranhos capazes também de odiar

já não quero ter o tempo
já não desejo o desejo de ter
porque sou um outro semelhante ao carneiro.

[Edemir Fernandes Bagon]