quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sensibilidade


Delinear a vida como criança que toca a mãe
Entregar o corpo para o encontro da alegria
Andar por ruas antigas para viver do tempo

sentir saudade do inverno para se deitar
sobre as flores que chegam e que ficam por encanto

esconder as mãos por entre os cabelos
encontrar-me no mundo
   

Edemir Fernandes Bagon               

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sofia


que sei da vida?
somente aquilo que busco diante dos olhos


o que sei é  saudade
memória sob nuvens de cor anil
                     lembrança de tua voz
nada para além disso no espírito

me escuto num alto-falante denominado instante
escrevo meus sonhos no céu com nuvens


tento descobrir ainda teu sorriso


Edemir Fernandes Bagon

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Personagem

é estranho sentir o que algumas palavras  não sentem
enquanto o tempo conversa com o infinito do olhar


e quando minto me vejo de longe como livro sem página
de vez em quando me sinto verdadeiro feito espelho

e de dentro do eu que escondo, retiro um frasco cheio de areia e com um papel escrito.

Edemir Fernandes Bagon

domingo, 5 de setembro de 2010

Rio




Compartilho meus olhos com tua vida
                    meu ser com tua espera

Compartilho o que sou
                    por todo tempo do mundo
                 
Para te ver em mim
Escrita no mar.

Edemir Fernandes Bagon

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Relíquia

Amor é página de livro velho.

Edemir Fernandes Bagon

Mãe

um pouco de seus olhos guardo ainda para mim


um pouco de seus dedos ainda me tocam com ternura

e um sorriso inteiro ainda guardo para sempre em todas as tardes em que não me faço ser corpo e alma verdadeiramente

Edemir Fernandes Bagon

Island

The sea writes waves while my eyes sleep beneath red clouds. Although his soul reads the whole island in my dreams, my tongue challenges eve...