quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Separação

Algumas horas depois, Viera telefonou para dizer que passaria em casa,  a fim de "pegar as coisas que ficaram".
Estela ficou em silêncio, ouvindo apenas.
Silêncio que percorrera seu mundo.
Silêncio que chegara à porta dos fundos e que se estendeu sobre os móveis e as roupas que ficaram.
Ela caminhou até a janela e simplesmente passou a olhar as coisas da rua da frente de sua vida.
Quis compreender.
Quis aceitar o que não podia.
Quis esquecer para ser.


Edemir Fernandes Bagon


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2 comentários:

  1. Boa noite, Edemir.
    Linda forma de descrever uma separação, que geralmente não encontramos o modo como ela aconteceu, em que sentido se deu tamanha dor.
    Acreditamos que não irá acontecer conosco, mas infelizmente nos decepcionamos e acabamos numa frieza incontestável, uma inércia paralisante de nossas vidas.
    Essa dor um dia passa, amarga demais, sofrida desesperadamente, mas um dia tudo isso acaba, encontramos a felicidade desejando que a separação não nos encontre novamente.
    Beijos na alma e paz!

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The sea writes waves while my eyes sleep beneath red clouds. Although his soul reads the whole island in my dreams, my tongue challenges eve...