As flores que estão perto de mim não me pertencem
São transitórios os desejos
São transitórias as coisas
Sei que me vejo apenas como um desenho feito na finitude do mundo
Que me vejo feito espírito de palavras escritas
O perdão e o sentimento de culpa nas mãos da infância
Meu olhar inseguro
Meu caminho à espera de versos
Cada instante desaguando sonhos
Mãos que sentem os anjos
Para onde vai toda ausência?
Para onde?
Que sejam prisões os pensamentos
Que sejam...
As palavras libertam sempre.
Edemir Fernandes Bagon


