sábado, 25 de maio de 2013

Equidistante


A luz se cansa de ficar do lado de fora da alma.
O vento termina sendo o espírito no mundo.

Os caminhos são pintados com cores do passado.
Os escritos não se perdem nunca na memória.

Os cantos se escondem por entre nuvens e campos de flores.
Os instantes como espelhos mudam formas.

Os destinos que encantam viram vozes.
O amor é um ponto equidistante da saudade.


Edemir Fernandes Bagon




2 comentários:

Turvidez

Tocaste meu calcanhar como um cão dentro do espelho. Tua casa, de vermelho, em sete cantos, me ouvia. Teu palavreado, como nuvens encantadas...