Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
sábado, 27 de outubro de 2012
Inocência
Reificação:
campos minados
no deserto iraquiano
crianças brincando de amarelinha
sobre os corpos de seus antepassados.
Edemir Fernandes Bagon
sábado, 20 de outubro de 2012
Conflitos
Espera pela virtude
pela canção
pela chuva
pela chuva
Traga o mundo pelas mãos
o medo pelas ruas
o sonho pelas calçadas
Retira a terra da esperança
o cinismo ignorante
o cinismo ignorante
a força da miséria
Seja um ato em semente
uma doença na cura
um ingênuo arrogante
um ingênuo arrogante
Desconfia dos olhares
dos plurais
dos humildes
dos plurais
dos humildes
Desconstrua as laterais
os horizontes
os universais
Aceita os finitos
os justos
os cristais
Desista dos que ferem
dos indícios
dos que fogem
Compreenda os que desejam
os incrédulos
os boçais
Ajoelhe-se pelo instante.
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Ilm.º
Sr. Encantamento,
Procuro um amor de contos de fada.
Sou feito de metal, mas tenho um coração de verdade.
Edemir Fernandes Bagon
Maquiavel
Mundo inteiro exterior construído sobre plásticos discursos.
Entretanto, o livre instante se cala para ser o único.
Edemir Fernandes Bagon
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Interioridades
Mundo inteiro exterior construído sobre plásticos discursos. Entretanto, o livre instante se cala para ser o único.
edemir fernandes bagon
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Storm
A ausência das cores
As folhas nos cantos das ruas
O destino transparente no contorno do olhar
A distância do encontro desfeito no acaso
A pergunta disfarçada de amor
As imagens coladas na saudade
Aceite o mundo e as coisas que se perdem com o tempo
A pele escrita nas lembranças
A cena de um sorriso
As revoluções do imaginário
Aceite o mundo e coisas que se perdem pelo tempo
A tradução das palavras que expressam a finitude da vida
O orgulho de ser o melhor em sua solidão
O ciúme mesquinho pelas coisas sem valor
A inconsistência da paixão disforme perto do mar
Aceite o mundo e as coisas que se perdem além do tempo
Não se perdoe em vão para ter em seu silêncio a história daquilo que nunca foi.
Edemir Fernandes Bagon
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Hobbes
Flores brancas no chão
Pedras verdes observando o céu sobre o mar
Tristes campos de crisântemos
Cantigas cristalinas
Descansos incolores deixando o mundo
Intransferível forma de amor.
Edemir Fernandes Bagon
Pedras verdes observando o céu sobre o mar
Tristes campos de crisântemos
Cantigas cristalinas
Descansos incolores deixando o mundo
Intransferível forma de amor.
Edemir Fernandes Bagon
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Para Douglas (In memoriam)
De repente, percebemos que somos instantes finitos de corpo e alma. De repente, percebemos a necessidade de ouvir o outro e compartilhar nossas alegrias e angústias. De repente, o tempo se faz em silêncio e desejamos voltar e mudar o destino como se fosse possível fazê-lo.
Compreender a vida não nos faz fortes o suficiente para aceitar a ausência daqueles que fizeram parte de nossa existência. Possivelmente, não encontraremos respostas ou mesmo aceitaremos o destino facilmente. No entanto, o certo é que teremos na memória a beleza da vida daquele semelhante, poeticamente, chamado: amigo.
Fica um pouco de tristeza nos olhos. Fica um pouco de amargura na despedida. Fica um pouco de saudade em toda hora. Ficam as coisas que poderiam ser ditas para sempre na memória.
Triste quando a amizade se perde assim no infinito. Mas o amor é mais forte que a morte.
Fica um pouco de tristeza nos olhos. Fica um pouco de amargura na despedida. Fica um pouco de saudade em toda hora. Ficam as coisas que poderiam ser ditas para sempre na memória.
Triste quando a amizade se perde assim no infinito. Mas o amor é mais forte que a morte.
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 2 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
Desistência
na inconstância o mistério desiste
grãos de areia pelejando contra o tempo
ventos sentidos pela vida
formas humanas em tons de saudade
campos de flores destemidas
ruínas que se formam feito mantra
línguas enroladas em mortalhas
cadafalsos litúrgicos de amores carnais
no submundo de esperanças o mistério desiste
viajantes, castas, classes
abraçam as palavras como filhos
amarram suas partes desiguais
para serem livres.
Edemir Fernandes Bagon
grãos de areia pelejando contra o tempo
ventos sentidos pela vida
formas humanas em tons de saudade
campos de flores destemidas
ruínas que se formam feito mantra
línguas enroladas em mortalhas
cadafalsos litúrgicos de amores carnais
no submundo de esperanças o mistério desiste
viajantes, castas, classes
abraçam as palavras como filhos
amarram suas partes desiguais
para serem livres.
Edemir Fernandes Bagon
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