Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Racionalismo
Por alguma razão, senti saudade do que fomos.
Talvez o amor não compreenda bem os princípios empíricos do desejo.
Talvez o amor não compreenda bem os princípios empíricos do desejo.
edemir fernandes bagon
Epistemologia
Considerações epistemológicas acerca dos egoístas: não aceitam que o passado não lhes pertence mais.
edemir fernandes bagon
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Carlos Drummond de Andrade – Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho desta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho desta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 18 de maio de 2013
Narrativas
Chuva. Amor. Canções.
Lembranças. Medo. Frio.
Saudade. Seus olhos. Ruas.
Retorno. Sem volta. Para sempre.
edemir fernandes bagon
terça-feira, 14 de maio de 2013
Mar e travessia
Pois aquilo que é ilimitado em vós habita a mansão do céu, cuja porta é orvalho da manhã, e cujas janelas são as canções e o silêncio da noite.
(Khalil Gibran)
encontro a vida
(ainda que as formas sejam puramente lembranças)
em todo o tempo
a vida me encontra
(ainda que meramente ao acaso
para me ver livre do passado)
em todo o tempo
o eu se disfarça para simplesmente continuar amando
(porque não há descanso para espíritos inquietos)
em todo o tempo a saudade inventa
monólogos e diálogos por entre os instantes
como se nada existisse
como se os álbuns de fotografia fossem feitos com vida de verdade
por alguma razão o tempo não passa para os que sonham
por alguma razão ficam as árvores no lugar dos museus
por alguma razão o destino não fala como as mãos e os olhos
por alguma razão a solitude se transforma em alegria
não compreendo a vida, mas posso senti-la.
edemir fernandes bagon
sexta-feira, 10 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Múltiplos
Meu espírito te quer tanto que se torna carne por vezes sem pensar.
edemir fernandes bagon
Cantiga de Amigo do Século XXI
meu mundo eu te entrego com todo amor
para não esquecer que sou tua
minha estranha alma te acalenta
talvez por sentir que encontra em ti o mar
distanciam-se o vento e a areia
assim como caem os brancos cabelos sobre o encanto da velhice do corpo
não encontro nada se não me gritares pelos céus
meus caminhos se abrem em um ponto de fuga qualquer
inversamente me inspiram os versos que bailam no ar ou em minhas mãos
meu mundo eu te entrego com todo amor
para não esquecer da vida
para não esquecer que sou tua
edemir fernandes bagon
para não esquecer que sou tua
minha estranha alma te acalenta
talvez por sentir que encontra em ti o mar
distanciam-se o vento e a areia
assim como caem os brancos cabelos sobre o encanto da velhice do corpo
não encontro nada se não me gritares pelos céus
meus caminhos se abrem em um ponto de fuga qualquer
inversamente me inspiram os versos que bailam no ar ou em minhas mãos
meu mundo eu te entrego com todo amor
para não esquecer da vida
para não esquecer que sou tua
edemir fernandes bagon
Longitude
Eu espero. É perfeitamente possível esperar o amor ainda que ele não saiba...
edemir fernandes bagon
domingo, 5 de maio de 2013
So far away
Mesmo deixados para trás... alguns caminhos são revisitados. Sempre a alma procura o passado.
edemir fernandes bagon
Web
Desencontro: dedos tocando teclas de um computador para escrever sobre o tamanho da saudade de sua voz.
edemir fernandes bagon
sábado, 4 de maio de 2013
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