Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Adversativa
A alma pode tocar
o que sente
O corpo entretanto
Não entende sua ausência
Edemir Fernandes Bagon
sábado, 15 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Tecidos
o tempo vai desfazendo suas linhas de tecido
palavras envelhecem como espírito
vai desconstruindo precipícios
tênue margem entre o que busca e finge
doce feito virgem num caleidoscópio
raro dentro do corpo em tons de amor
desfigura a vida violada pelo medo
vira novelo sem fim
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Potenciação
A vida nos encontra no mundo
Ora num instante de silêncio pleno
Ora num confronto entre alma e corpo sob as estrelas
Triste talvez seja o fato
de ela nos encontrar em teoria
E o Amor se transformar
Numa espécie de astrônomo-inventor
Querendo calcular os grãos de areia
Necessários para encher o universo
De todos os nossos sonhos
Edemir Fernandes Bagon
Ora num instante de silêncio pleno
Ora num confronto entre alma e corpo sob as estrelas
Triste talvez seja o fato
de ela nos encontrar em teoria
E o Amor se transformar
Numa espécie de astrônomo-inventor
Querendo calcular os grãos de areia
Necessários para encher o universo
De todos os nossos sonhos
Edemir Fernandes Bagon
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Casting
se fosse simples viver
a poesia não existiria
não haveria nenhuma necessidade da palavra escrita
os antônimos desapareceriam
não seria preciso olhar lá fora pela janela
se fosse simples viver
o suicídio assistido não seria casting do cinema mudo
as folhas não iriam cair antes das flores
os olhos não falariam
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 2 de novembro de 2014
Amanhecer no Horizonte é uma obra literária que apresenta textos poéticos e em prosa. O autor aborda diferentes temáticas relacionadas à existência do ser no tempo e no espaço. Nesse sentido, o amor, a solidão, a saudade, a liberdade e a condição social do homem no mundo são revelados numa linguagem rica em expressividade e sensibilidade. Amanhecer no Horizonte é, portanto, um discurso multifacetado em busca da compreensão da vida encontrada no tempo e explicitada nas relações humanas constituídas.
Agora, na Livraria Cultura. Acesse o link para adquirir o seu exemplar:
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Caminhos II
Quando o vento tocou no passado
Os olhos esqueceram
E de repente as mãos quiseram tocar no mundo
Com a mesma sensibilidade dos peixes nas pedras submersas
Vieram também a criança e a mãe que sonhavam e
Deixaram lá fora o acaso
Quando a vida encontrou o amor
A linguagem e a espera se tornaram símbolos
Desceram os homens as escadas dos seus credos
Enxergaram as pedras em linhas azuis
Quando o vento tocou no passado
Os caminhos pintaram os espelhos
Edemir Fernandes Bagon
(By Renato Guedes)
domingo, 19 de outubro de 2014
Lacunas
quem sabe um dia
mas sem dizer palavra alguma
a gente encontre um ao outro em si mesmo
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
Xilogravuras
linguagem
falada por amantes que descobrem
o mundo novo da separação.
Edemir Fernandes Bagon
Templários
Simplesmente...
O que há de novo é a maneira como te vejo: sem passado e, nem mesmo, futuro.
Todo instante é a plenitude do amor.
O que há de novo é a maneira como te vejo: sem passado e, nem mesmo, futuro.
Todo instante é a plenitude do amor.
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Vicissitudes
o tempo
Sente a vida simplesmente
Vez por outra
seus caminhos se encontram
vez por outra
A espera chega ao fim
Sente a vida simplesmente
Vez por outra
seus caminhos se encontram
vez por outra
A espera chega ao fim
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 5 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Bálsamos
os instantes não curam como bálsamos
tampouco cicatrizam os sonhos
nascem infinitamente
e se encantam como os lábios que falam salmos
dançam com as rosas no vento
compreendem muito pouco
os que desejam
e aqueles que vivem no mundo
esperando pelo destinoos que fingem
os que amam
Edemir Fernandes Bagon
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