sábado, 28 de julho de 2012

terça-feira, 24 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Precauções


Neutralizar a acidez do mundo absorvida pela vida com uma alta dosagem de sensibilidade.

Edemir Fernandes Bagon

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pollock


A história é um ponto indistinto.
O acaso é um princípio do amor.

Edemir Fernandes Bagon

sábado, 30 de junho de 2012

Mensurar

Com uma força imensurável
A vida continua se desfazendo
Dos amigos antigos e do amor.

Pouco a pouco sendo colocada
Em caixas decoradas pelo silêncio
Guardada no interior da memória.

E por completa indecisão segue o sonho
Desenlaçando o vício dos olhos
De um caminho ausente.

Com uma força imensurável
A vida segue sem olhar para o lado
Representando apenas as cortinas claras de um quarto.


Edemir Fernandes Bagon

terça-feira, 26 de junho de 2012

sábado, 16 de junho de 2012

Conspiração


compreenda a vida
para descobrir o amor

escreva acerca do instante
para existir

arrependa-se para herdar
o mundo das escolhas

divida-se em ser para ter o bem

aguarda a hora de partir para transformar

conspira contra a vingança
para que não haja mais memória


Edemir Fernandes Bagon


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ruas do Horizonte






instantes que se encontram na manhã fria
movimentos do ser despedindo-se do que foi
incontáveis formas insanas na solidão
que perdoam para continuar mentindo

folhas molhadas nas ruas sem destino
corpo na memória desamparado
imagens infelizes de alegria
cantos e sombras perto de flores
nascidas embaixo dos tetos

mães e filhos em forma de asas
cristalinos olhares para o céu
letras colocadas no portão
decodificando o mistério da desigualdade
números enviados para Deus

ou para serem engolidos feito Jonas
(pela televisão?)

Edemir Fernandes Bagon

quinta-feira, 31 de maio de 2012

As três meninas


Enquanto carros e caminhões seguem seus destinos
pela Rodovia Governador Mário Covas
Sob a ponte do Rodoanel
Em direção à Estrada das Rosas
Bem perto da Avenida Plutão
Três meninas pequenas brincam de casinha

Como se fossem verdadeiramente proprietárias da terra
Como se o espaço privado e doméstico inventado por elas
Lhes resguardassem  direitos a uma infância com vida
Como se fossem elas as mães verdadeiras que em seus sonhos se formaram inatas
Como se no poder de suas existências transcendessem as diferenças sociais
Fomentadas  pelo progresso irônico e dissimulado
Em nome dos interesses mesquinhos de  governantes ausentes

As três meninas que brincam sob a ponte correm para o ponto de ônibus
Acenam para um motorista
Singularizando a miséria de suas inocências
Paralisando o tempo com os braços estendidos
Apenas para viver no espaço do sonho a falsa liberdade de serem felizes
Seguramente não comeram o pão da vida real
Não leram os provérbios pichados nos muros debaixo da ponte em que vivem
Desde o princípio criadas sem nome no mundo
Em silêncio...

Edemir Fernandes Bagon

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Prelúdio


a dúvida  se disfarça de amor ao próximo
nem sempre o que disser
será visto como um gesto de confiança

(são as palavras águas de um rio imenso)

a vida sente o desconhecido
enquanto o pensamento descansa
num paraíso perdido



edemir fernandes bagon

domingo, 20 de maio de 2012

Quântica



com o tempo
as certezas se desfazem
e ficam as inquietações do espírito diante de um mundo triste

ainda que os caminhos sejam conhecidos
os atalhos ficam perdidos nas vilas do sonho

com o tempo
o que fora feito um para o outro
se torna unitário
indiviso
unilateral

o eu se transforma numa
historiografia oficial impressa
conforme a vontade soberana
de um rei imaginário numa corte de tolos ambiciosos

com o tempo
as cores se perdem na ausência da beleza
as flores escrevem na terra a essência
e desabrocham diante dos olhos o que já não são mais

liberdade nua encerrada em textos religiosos enganam
bem como a fé insana vestida em secular orgia de capital verborrágico
com conta legitimada em banco

com o tempo as formas se definem em quântica
e o amor em terça parte  quase sempre.

Edemir Fernandes Bagon

domingo, 6 de maio de 2012

Sábios



O que diferencia a sabedoria da estupidez é o olhar.








edemir fernandes bagon

Diferenças

A diferença entre o que somos e o que queremos ser está na intensidade daquilo que julgamos amar.




edemir fernandes bagon

Locus



Locus amoenus: máscara retirada do ego diante do espelho.




edemir fernandes bagon

Continuum



O silêncio compreende o desejo da palavra.
O silêncio compreende o desejo da palavra.
O silêncio compreende o desejo da palavra.
O silêncio compreende o desejo da palavra.
O silêncio compreende o desejo da palavra.


edemir fernandes bagon

Silenciamentos





Silenciamento: trabalho incansável da alma procurando Deus.




edemir fernandes bagon

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Candeia



Flores coladas na pele
Prosa iludindo o mundo
Canto cingindo Édipo
Reverberar na transparência de seus olhos
Histórias da vida privada explicitadas
Deleite da dor arrancada no tempo
Informes publicitários de ambição
Discursos profanos nos bancos da igreja
Erudição hipócrita dos ilustres senhores de família



edemir fernandes bagon

Island

The sea writes waves while my eyes sleep beneath red clouds. Although his soul reads the whole island in my dreams, my tongue challenges eve...