Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
terça-feira, 27 de novembro de 2018
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Destino
Dois minutos apenas. Foi esse o tempo inventado pelo homem que trazia nas mãos a sua loucura.
Os policiais perguntaram a ele de que maneira havia cometido aquele crime.
Silenciava a dor nascida de sua monstruosidade com as mentiras contadas pelos seus olhos.
No chão, misturada com a água do esgoto, o sangue ainda insistia em sair do corpo daquela mulher.
- Quando dei por mim, ela estava jogada aí! Não havia nenhum sentido para continuarmos juntos. Decidi o destino do meu jeito.
Edemir Fernandes Bagon
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Vou Te Encontrar
Olha, ainda estou aqui Perto, nunca te esqueci Forte, com a cabeça no lugar Livre, livre para amar Sofro, como qualquer um Rio, quando estou feliz Homem, dessa mulher Vivo, como você quer Nas ondas do mar Nas pedras do rio Nos raios de sol Nas noites de frio No céu, no horizonte No inverno, verão Nas estrelas que formam Uma constelação Vou te encontrar Vou te encontrar Olha, eu fiquei aqui Perto, está você em mim Forte, pra continuar Livre, livre para amar Sofro, como qualquer um Rio, porque sou feliz Homem, de uma mulher Vivo, como você quer No beijo da moça No alto e no chão Nos dentes da boca Nos dedos da mão No brilho dos olhos Na luz da visão No peito dos homens No meu coração Vou te encontrar Vou te encontrar
(Nando Reis)
sábado, 20 de outubro de 2018
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
Fé
Não encontrava nenhuma forma para falar tudo aquilo que sentia de verdade. Daí, olhando para o céu, estendeu sua mão para uma nuvem e desejou alcançá-la. Olhou de um lado para o outro, não vendo ninguém que o observasse, prostrou-se. De repente, soltou um grito ensurdecedor; pôs a mão na cintura onde guardava um 38 e atirou contra o medo de existir.
Edemir Fernandes Bagon
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sexta-feira, 28 de setembro de 2018
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Mar de Dentro
[longe do silêncio o espírito tergiversa]
as letras caem sobre o mundo
e as flores dos campos dançam diante dos anjos
[para que servem os sonhos dos cegos
se aqueles que vivem ainda descalços os renegam (?)]
ficaram de outrora
apenas encantos indivisíveis
[como alma escrita dentro do mar]
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 19 de agosto de 2018
terça-feira, 24 de julho de 2018
terça-feira, 17 de julho de 2018
Princípios
Descia a viela escura, preocupada. Era preciso falar todos os verbos para ele. Do lado direito, um conhecido lhe acenara. À sua frente, perto de um poste de luz, um amontoado de sacos de lixo (esquecidos pelos garis no período da manhã). Entre os degraus irregulares construídos ali, via as fezes de cães e humanos. Segurou com as pontas dos dedos o nariz. Ergueu o olhar para o final da viela e se encheu de coragem para ir além. Sabia que iria encontrá-lo, sentado na calçada, e que seria aquele momento o fim de tudo. Quando chegou no portão, chamou-o inúmeras vezes. Ninguém respondeu de dentro da casa. Estava vazia desde o princípio.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
terça-feira, 12 de junho de 2018
domingo, 10 de junho de 2018
sábado, 26 de maio de 2018
Jail
o barulho das águas
e o desespero do céu
a vida e o
encontro das pedras
o menino
e sua fotografia na parede
o velho
e seu carrinho no chão
a teia
e as grades na janela
o pássaro
e as asas deixadas no vão
da alma.
o herói
e o perigo da guerra
o destino
e as mãos do pai
o viés
e a porta trancada do lado de fora
da esperança.
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 20 de maio de 2018
quarta-feira, 25 de abril de 2018
sábado, 14 de abril de 2018
sábado, 31 de março de 2018
Enunohcanê
toque delicadamente
as mãos dos que vieram de longe
entregue a água doce e límpida para os velhos viajantes
enlace o tempo em seu ventre
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Pedaços
O céu encobre toda a montanha azul
E Deus se deita para ver de longe os homens se escondendo no mar
Diáspora de sonhos sobre a terra em transe
Eclesiastes em luta corporal com os pedaços da discórdia
Um caminho descoberto pelos olhos do insano
Edemir Fernandes Bagon
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
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O tempo nomeia o medo das coisas. Não há distanciamentos destinados por encantos humanizados. Tudo é temporariamente um nome. E...








