Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
sábado, 29 de agosto de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Reinados
Escolham o destino dos ritos
Atirem as folhas no chão imperfeito
Vistam o abismo sagrado inventado pela ambição
Corpos em cópula esguicham espinhos no céu
Desumano orgulho dos déspotas travestidos de deus
Estrelas descansam no mundo com heróis forjados no inferno
Defendam a morte dos sonhos porque as águas não limpam o calvário
Recomecem a farsa dos anjos azuis
Cortem a pele dos monstros criados por leis
Venham com um presente escondido por dentro dos cavalos de madeira
Olhos de Judas, mãos de Pilatos´
Pés lavados no escuro
Mar e reinado entre as cabeças cortadas
Pedras lançadas no mundo
Poemas de Ló na loucura
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Antídoto
somos pedintes durante a vida inteira
porque os olhos semeiam palavras em tudo
enfeitam com flores
os caminhos curvos
espreitam o instante sem saber contudo
que sentir é antídoto para não sofrer no mundo
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Semântica
Seriam os passos dados por entre caminhos
Seriam as luzes vistas de longe
Seriam os segredos escritos
Seriam os deuses com flores
Seriam os mistérios e horrores
Seriam as canções sentidas
Seriam os outros perdidos
Seriam os gritos ouvidos
Seriam os princípios vendidos
Seriam as formas perfeitas
Seriam as almas e corpos
Seriam os pecados os trapos
Seriam os choros os laços
Seriam os desertos os olhos
Seriam disformes os sinceros
Seriam desejos os credos
Seriam menores os sonhos
Seriam tantos os espaços
Seriam grandes os temores
Seriam claros os espíritos
Se não fossem as dúvidas
Se não fossem as distâncias
Se não fossem as letras
Se não fossem as águas
Se não fossem os montes
Se não fossem as notas
Se não fossem as horas
Se não fossem as formas
Se não fossem os lados
Se não fossem os falsos
Se não fossem os santos
Se não fossem as mãos
Se não fossem os instantes
Se não fossem as virtudes
Se não fossem os círculos
Teria a vida algum sentido?
Edemir Fernandes Bagon
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| (O terapeuta (1941) - René Magritte) |
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Estado de sítio
Faça da loucura sua razão.
Cria uma guerra contra suas ideias fundamentadas em certezas.
Cala o silêncio do instinto.
Edemir Fernandes Bagon
Cria uma guerra contra suas ideias fundamentadas em certezas.
Cala o silêncio do instinto.
Edemir Fernandes Bagon
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Lune
desaparecem no tempo os sonhos
os fios das tragédias se desenlaçam
meu corpo, porém, encanto com as tuas mãos
e a vida passa procurando o mar ainda
os fios das tragédias se desenlaçam
meu corpo, porém, encanto com as tuas mãos
e a vida passa procurando o mar ainda
edemir fernandes bagon
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Portal dos Olhos
{descobrimentos
- instantes muito mais significativos do que a capacidade dos homens de intuir o destino}
{debruçar o eu sobre o próprio eu em busca de paz.
- em contentamento, sentir o mais abstrato sem supor condição alguma}
{a esperar o mítico,
a compreender o enredo,
a buscar resposta para o enigma da salamandra,
vivem os olhos}
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Parênteses
encontro cores escrevo palavras desenho paredes
invento caminhos apago instantes recrio passados
traduzo olhares sinto cantos espero retornos desejo abraços anseio segredos toco vazios escuto silêncios abraço almas guardo verdades escolho sentidos esqueço imagens lembro vozes sublinho nuvens
entrego saudades
....
eu te amo entre parênteses
edemir fernandes bagon
quinta-feira, 25 de junho de 2015
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Dicionário
nasce o tempo
com a forma de amor
seus olhos encantam o mundo
vez em quando
me encontro traduzindo sua vida em versos de lembranças minhas
como encontrar o sentido primeiro de sua língua misturada na minha?
com a forma de amor
seus olhos encantam o mundo
vez em quando
me encontro traduzindo sua vida em versos de lembranças minhas
como encontrar o sentido primeiro de sua língua misturada na minha?
Edemir Fernandes Bagon
segunda-feira, 1 de junho de 2015
domingo, 24 de maio de 2015
sábado, 16 de maio de 2015
Sobre as coisas que não me saem da memória
seu instante: meu princípio filosófico
seu caminho: minha escolha intuitiva
seu descanso: meu canto de encontro
seu sorriso: sempre o verso último de meu livro
seu mistério: destino e desatino sob o céu de Vênus
seu encanto: meus olhos procurando ser no mundo
seu caminho: minha escolha intuitiva
seu descanso: meu canto de encontro
seu sorriso: sempre o verso último de meu livro
seu mistério: destino e desatino sob o céu de Vênus
seu encanto: meus olhos procurando ser no mundo
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Oração
Bem-aventurados os que nascem para ter esperanças
Bem-aventurados os que amam sem exigir do tempo nenhuma perfeição
Bem-aventurados os que ensinam com a própria vida
Bem-aventurados os que encontram um caminho e também um labirinto
Bem-aventurados os que negam aos poucos sonhadores sua incompreensão
Bem-aventurados os que se perdem sem olhar para trás
Bem-aventurados os enganos abandonados nas esquinas do mundo
Bem-aventurados os nomes dessacralizados da arte
Bem-aventurados os loucos comedidos
Bem-aventurados os silêncios decorridos do discurso
Bem-aventurados os momentos esquecidos no abismo
Bem-aventurados os nós desatados com sangue escorrido nas mãos
Bem-aventurados os mistérios acorrentados pelos olhos
Bem-aventurados os que vigiam o mar e sentem o gosto amargo do corpo arrependido
Bem-aventurados os egos nos espelhos quebrados
Bem-aventurados os instintos remidos que se levantam do chão desconhecido
Bem-aventurados os que amam sem exigir do tempo nenhuma perfeição
Bem-aventurados os que ensinam com a própria vida
Bem-aventurados os que encontram um caminho e também um labirinto
Bem-aventurados os que negam aos poucos sonhadores sua incompreensão
Bem-aventurados os que se perdem sem olhar para trás
Bem-aventurados os enganos abandonados nas esquinas do mundo
Bem-aventurados os nomes dessacralizados da arte
Bem-aventurados os loucos comedidos
Bem-aventurados os silêncios decorridos do discurso
Bem-aventurados os momentos esquecidos no abismo
Bem-aventurados os nós desatados com sangue escorrido nas mãos
Bem-aventurados os mistérios acorrentados pelos olhos
Bem-aventurados os que vigiam o mar e sentem o gosto amargo do corpo arrependido
Bem-aventurados os egos nos espelhos quebrados
Bem-aventurados os instintos remidos que se levantam do chão desconhecido
Edemir Fernandes Bagon
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Estacionamento
Eu me procuro no tempo
Esperando a chuva terminar
Esperando a palavra criar o mundo
Esperando os olhos lerem o céu e o mar
Eu me procuro o tempo inteiro
Inventando espaços verdadeiros em mim
Colando pedaços de papel nos vidros da infância
Eu me inscrevo no que vier sob a forma de destino
Escravizando o escândalo como efeito do desejo
Eu me procuro sendo seu espírito
Eu me reconheço como fim daquilo que não veio
me transformo em música feita de silêncio
abraçando-me o peito como tornado o seu amor desfeito
e eu me procuro...
não sei em qual tempo e tampouco em qual mundo
Esperando a chuva terminar
Esperando a palavra criar o mundo
Esperando os olhos lerem o céu e o mar
Eu me procuro o tempo inteiro
Inventando espaços verdadeiros em mim
Colando pedaços de papel nos vidros da infância
Eu me inscrevo no que vier sob a forma de destino
Escravizando o escândalo como efeito do desejo
Eu me procuro sendo seu espírito
Eu me reconheço como fim daquilo que não veio
me transformo em música feita de silêncio
abraçando-me o peito como tornado o seu amor desfeito
e eu me procuro...
não sei em qual tempo e tampouco em qual mundo
Edemir Fernandes Bagon
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