Sol poente: saudade do que nunca tive.
edemir fernandes bagon
Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Nevoeiro
publico meu corpo em
palavras que respiram
distintas formas da história
recente do amor que descubro
edemir fernandes bagon
palavras que respiram
distintas formas da história
recente do amor que descubro
edemir fernandes bagon
sábado, 7 de janeiro de 2012
Corpo de S.Paulo
Ruas do centro de São Paulo
República
Viaduto do Chá
Rua da Quitanda
15 de Novembro
Anhangabaú
Teatro Municipal
Corpos que se vendem embaixo da ponte
Mendigos por toda parte deitados na calçada
Mendigos nas esquinas formadas no Largo do Arouche
E o Colégio São Bento...
Um cheiro de mofo dentro do Edifício Conde Matarazzo
Elevadores dentro do estômago
Um movimento intenso nos escritórios de cobrança
Um movimento intenso dos terminais de ônibus
O desumano espelhado nos carros
A ficção do anonimato com destino
Destino apagado nos túneis do metrô
Vozes de oração do falso pastor
Encenação da vida (?)
Ferrugens nos ferros do bueiro
E um homem desce a escada rolante com apenas uma das pernas
E uma jovem sentada na mureta da praça espera
De onde vieram?
Para onde foram?
Ambos à venda ?
Enterram-se as flores com prédios inteiros demolidos
Mendigos que forram o chão das ruas
E os carros valem mais que todos esses corpos nas avenidas
E os carros valem mais que todos esses corpos nas avenidas
E os carros valem mais que todos esses corpos nas avenidas
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Mentiras
Fingir para ser aceito no rebanho de falsos cordeiros de Deus
Ou inventar uma verdade para esquecer as mentiras da gente?
Edemir Fernandes Bagon
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Caminhos
são caminhos
tantos cantos
que eu sinto
são imagens
tantos sonhos
que escrevo
são idéias
tantos mundos
que espero
são palavras
tantas horas
que me ouvem
são histórias
tantos mares
que me inundam
são viagens
tantos medos
que me entendem
são amores
tantas rosas
que nasceram
são silêncios
tantos passos
assim dados
são infâncias
tantas cenas
do cinema
são as portas
tantas formas
que me prendem
são luzes
tantas linhas
que me amarram
são letras
tantas nuvens
que me calam
são montes
tantos vales
em que descanso
são lembranças
tantos vidros
que me cortam
são espaços
tantas pedras
que me atiram
tão distantes
tantos corpos
em minh' alma
são intensas
as paixões
que tenho agora
edemir fernandes bagon
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Narrativas
dentro do querer
um eu absolutamente faminto
inventando sonhos
dentro do sentir
um espírito abortado
pela intolerância e incompreensão
dentro do pensar
um conto de fadas
com as formas do seu corpo-personagem
dentro do mundo de estórias, Vida,
Dito e Miguelim
ao mesmo tempo sou.
edemir fernandes bagon
um eu absolutamente faminto
inventando sonhos
dentro do sentir
um espírito abortado
pela intolerância e incompreensão
dentro do pensar
um conto de fadas
com as formas do seu corpo-personagem
dentro do mundo de estórias, Vida,
Dito e Miguelim
ao mesmo tempo sou.
edemir fernandes bagon
sábado, 10 de dezembro de 2011
Segredo
em segredo me revelo
toda vez em que eu me sinto teu
toda vez em que eu imagino segurar nas tuas mãos em segredo.
edemir fernandes bagon
toda vez em que eu me sinto teu
toda vez em que eu imagino segurar nas tuas mãos em segredo.
edemir fernandes bagon
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
1,41421 35623 73095 04880 16887 24209 69807 85696 71875 37694 80731 76679 73799...
amor é uma raiz quadrada de dois.
edemir fernandes bagon
Fatos
e a chuva
e a vida
caem pelas ruas
para os sonhos se encontrarem nas esquinas
com ou sem o destino dos seus olhos
e a vida
e a chuva
caem pelas ruas
edemir fernandes bagon
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Ainda
ficar entre estrelas, galáxias, poeira cósmica e sistema solar
ainda é pouco para saber de que maneira eu me encontro no mundo
feito de pele, olhos, boca, coração, pensamento e saudade
ainda é pouco para sentir tudo o que perdi com o tempo
ou com a vida
ficar entre tantos continentes sonhos e palavras
é ainda pouco para o tanto que sou em segredo
ficar entre meu eu e teus mistérios
ainda é pouco para compreender o instante
aceitar tocar teu corpo para viver de ontem
de dúvida e de verdade para enganar o espelho
esquecer da ausência de mim mesmo e silenciar-me para escrever em infinitos
ficar ao lado do mar para esperar que alguém me encontre
eu me procuro no mundo ainda
para dividir qualquer sonho
edemir fernandes bagon
ainda é pouco para saber de que maneira eu me encontro no mundo
feito de pele, olhos, boca, coração, pensamento e saudade
ainda é pouco para sentir tudo o que perdi com o tempo
ou com a vida
ficar entre tantos continentes sonhos e palavras
é ainda pouco para o tanto que sou em segredo
ficar entre meu eu e teus mistérios
ainda é pouco para compreender o instante
aceitar tocar teu corpo para viver de ontem
de dúvida e de verdade para enganar o espelho
esquecer da ausência de mim mesmo e silenciar-me para escrever em infinitos
ficar ao lado do mar para esperar que alguém me encontre
eu me procuro no mundo ainda
para dividir qualquer sonho
edemir fernandes bagon
terça-feira, 22 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Indelével
de repente
o coração poderia ser
uma palavra escrita
dentro da gente:
lembrança
edemir fernandes bagon
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Releitura
reinvento seu corpo
como letras num poema
basta querer
para que eu entenda
edemir fernandes bagon
como letras num poema
basta querer
para que eu entenda
edemir fernandes bagon
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ponta Negra II
caminhando sobre os campos de flores amarelas
pássaros brancos
vestido rosa com fita branca na cintura
caminhos de terra vermelha
braços que me abraçam
ventos castanhos
cabelos molhados de orvalho
boca rosa
voz que diz um nome para existir
edemir fernandes bagon
pássaros brancos
vestido rosa com fita branca na cintura
caminhos de terra vermelha
braços que me abraçam
ventos castanhos
cabelos molhados de orvalho
boca rosa
voz que diz um nome para existir
edemir fernandes bagon
Ponta Negra
a religião se impõe
porque amamos
e odiamos o outro
não criamos nada
todas as coisas nascem
não por vontade
não por desejo
nascem apenas
o outro é uma religião sem Deus.
edemir fernandes bagon
porque amamos
e odiamos o outro
não criamos nada
todas as coisas nascem
não por vontade
não por desejo
nascem apenas
o outro é uma religião sem Deus.
edemir fernandes bagon
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Alternativas
eu me perco em todos os segundos
me guardo em todos os seus passados
eu me desconstruo na sua ausência
me reencontro nos seus olhos
eu me torno um só
como sonho
eu me ignoro nesse mundo
se me procuro
eu me corto no seu beijo
e me transformo em cinco
alternativas de absurdos
como num canto transparente da alma
não me vejo
e sinto desenhos sobre minha pele
retorcida como um fio de cobre
eu me perco em todos os segundos
como céu entre nuvens
como prece na infância
me guardo em todos os seus passados
eu me desconstruo na sua ausência
me reencontro nos seus olhos
eu me torno um só
como sonho
eu me ignoro nesse mundo
se me procuro
eu me corto no seu beijo
e me transformo em cinco
alternativas de absurdos
como num canto transparente da alma
não me vejo
e sinto desenhos sobre minha pele
retorcida como um fio de cobre
eu me perco em todos os segundos
como céu entre nuvens
como prece na infância
edemir fernandes bagon
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Travessia
descoberto o coração: talvez seja ele entregue a qualquer um que entenda o silêncio do Amor
(o sino que fica sobre a pele se os olhos forem descobertos ou procurados nos textos do silêncio)
dádiva dos que se perdem nos poros e na miséria
sempre há lembranças porque somos mitos escritos com sabor de ausência
quase revoltas que não se deixam ser
universos velejando sob os olhos antigos
descoberto o coração: não somos mar e nem barcos
edemir fernandes bagon
(o sino que fica sobre a pele se os olhos forem descobertos ou procurados nos textos do silêncio)
dádiva dos que se perdem nos poros e na miséria
sempre há lembranças porque somos mitos escritos com sabor de ausência
quase revoltas que não se deixam ser
universos velejando sob os olhos antigos
descoberto o coração: não somos mar e nem barcos
edemir fernandes bagon
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