Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
segunda-feira, 27 de junho de 2016
domingo, 26 de junho de 2016
Entrelaçamentos
O
destino é o que não vem agora
É
o que entrelaça o depois procurando o fim
Por
onde anda
Por
onde vai o querer
Por
onde segue a lembrança
O
destino é uma invenção da vida
Edemir
Fernandes Bagon
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Carbono
Pouco
a pouco a gente vai entendendo o que fica na lembrança
Não
é tão simples deixar atrás de si as memórias
É
a alma que sente o que não existe fisicamente
Cadeias
de carbono não significam absolutamente nada para os olhos de quem fica na
janela esperando seu amor voltar
Edemir
Fernandes Bagon
terça-feira, 24 de maio de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Arcos
Os
justos não perdem nada, pois entendem que o tempo é onipotente.
Por
mais que sintam a alegria da criação, são eles incapazes de silenciar a
contingência do ser.
Aceitam-na
como um pedaço da doce vida.
O
olhar e a voz dos justos se confundem com a beleza do amor juvenil.
Não
lutam em vão, mas compreendem que a dor é humana.
Encantam
o céu, colando grãos de areia.
Os
justos não fazem ídolos de pedra ou conspiram com signatários do ódio.
Estão
em toda parte encontrada no mistério.
Abdicam
da solidão do poder a fim de servir.
Deixam
sobre a terra a leveza.
Caminham
pelas vielas escuras em busca de algo.
São
como as escritas antigas e os arcos etruscos.
Os
justos encantam desertos.
Edemir
Fernandes Bagon
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Manifesto
_________________________
Quer saber?
Se a Vida me oferecer
outra chance, terei enorme prazer em dizer-lhe “não”.
Nascer de novo só para
ter a certeza de que deveria ter feito tudo de outro modo, não tem o menor
sentido.
O que passou... será para
sempre.
"Pelo direito de amar uma
vez sem ter traído ou ter traído sem ter sido amado.
Pelo direito de ter sido
estúpido sem ter sido louvável.
Pelo direito de ter lido
e esquecido tudo.
Pelo direito de não ter
tido influência de honoráveis hipócritas e imorais.
Pelo direito de não
voltar para o início com desculpas tolas por ter sido jovem.
Pelo direito exclusivo de
viver uma vez só em plenitude – com todos os erros cometidos".
Sem amarras, sem
desculpas, sem nenhum sinal de cansaço em virtude de algum princípio humano e
irracional – se me for oferecida outra possibilidade de viver, direi “não”.
______________
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 6 de abril de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Rodapé
Tenho escutado meu
coração nas tardes de domingo
Tenho visto as coisas que
me cercam
Tenho feito tantas
perguntas para Deus que já não me reconheço
Tenho procurado nos
sonhos a razão dos medos
Tenho discutido comigo
mesmo os meus pecados e minhas tristezas
Tenho desviado o destino
por não saber para onde ir
Tenho encontrado tanto de
mim nos salmos e cartas
Tenho ficado mais em
silêncio e sozinho
Tenho tido menos
esperanças que certezas
Tenho sido mais fraco e
benevolente do que outrora
Tenho construído menos
castelos de areia
Tenho inventado menos
histórias
Tenho menos sabedoria do
que imaginava ter
Tenho pouco ou quase nada
de conhecimento que julgava um dia
Tenho escrito palavras
que não leio
Tenho sido como vento
Tenho dormido nas cinzas
Tenho ficado na
superfície das formas antigas
Tenho fechados os olhos para
ver o mundo
Tenho sentido pouco do
efeito do desejo de existir agora
Tenho tido o corpo
aquecido pela ausência
Tenho compreendido sem
ter sido
Tenho sido nota de rodapé de um
texto sem sentido
Edemir Fernandes Bagon
segunda-feira, 21 de março de 2016
A dialogicidade no processo pedagógico
(Edemir Fernandes Bagon)
De acordo com André Petitat[1],
no mundo ocidental, os colégios modernos, tanto protestantes como católicos,
inventaram uma cultura escolar disciplinante e burguesa, em oposição às
práticas educativas medievais. No período colonial brasileiro, essa “cultura
escolar disciplinante e burguesa” havia sido praticada nos colégios jesuíticos,
a partir das determinações da Ratio Studiorum [2]
– o método de ensino da Companhia de Jesus elaborado na segunda metade do
século XVI e oficializado em 1599 (DALLABRIDA, 2001b). Com a emergência do
Estado educador, sobretudo a partir do século XIX, os sistemas públicos de
ensino apropriam-se e reinventam a cultura escolar disciplinar e burguesa
criada pelos colégios religiosos na Idade Moderna, dando-lhes uma formatação
nacional.
Desde o final do século XIX, o Colégio Pedro II e boa parte dos colégios confessionais de ensino secundário – masculinos e femininos – reintroduziram o caráter educativo e a regulação escolar e contribuíram desta forma, com o processo de “modernização à européia” no Brasil. Nos anos 50 e 60 do século XX, os manuais de gramática e antologia integraram-se em um só exemplar. A princípio o livro era constituído por duas partes distintas. A primeira metade era a gramática da língua, a segunda metade uma antologia. É importante salientar que a concepção de língua que o ensino do Português adotava nesse período era o conhecimento de língua como sistema. Ensinar Português significava ensinar a conhecer ou reconhecer o sistema linguístico.
Nos anos 50 do século XX, a escola atendia preferencialmente às camadas privilegiadas da população. Logo, os alunos desta classe iam para as aulas de Português apresentando de antemão o domínio da "norma padrão culta". Com efeito, o objetivo do ensino da Língua Portuguesa estava voltado para o conhecimento ou reconhecimento das regras de funcionamento da norma culta, ou seja, o ensino da gramática e leitura de textos literários. Essa prática de ensino da Língua Portuguesa foi usada desde os tempos da Colônia, limitando-se o ensino da Língua Portuguesa à alfabetização, pois poucos continuavam seus estudos. Essa minoria de alunos que prolongava a sua escolaridade passava da alfabetização em Língua Portuguesa ao ensino da gramática da Língua Latina, da retórica e da poética.
Com a democratização, ou a massificação do acesso à escola, ocorrida nos anos 60 do século XX, significativas mudanças no contexto escolar e no ensino das disciplinas foram observadas, uma vez que a população menos privilegiada socialmente passou a ter acesso ao saber escolar. Com o ingresso de uma nova clientela que não dominava a “norma padrão culta”, mas dominava variedades lingüísticas, diferentes daquela usada no ensino de Português, o ensino da Língua Portuguesa passou a ser objeto de reflexão e possíveis propostas de mudança. Aproximadamente até o final de 1960, a escola brasileira ainda sugeria a literatura como o padrão de norma lingüística a ser seguido[3]. Os livros didáticos produzidos nessa época conservavam textos e fragmentos de autores considerados clássicos. A gramática normativa apresentava suas regras e, para exemplificá-las, utilizavam-se também dos clássicos. Com o passar do tempo, o nome atribuído à disciplina responsável pelo ensino da língua materna e literatura passou por várias mudanças.
A disciplina, até o final dos anos 60 do século XX, era denominada Português e seu ensino convergia para a gramática normativa, retirando-se dos clássicos os bons exemplos a serem seguidos e as exceções virtuosas. Esta ideia mostra de forma clara a relação existente entre a norma culta da língua e a linguagem literária clássica, ou seja, a concepção de que ensinar normas de bom comportamento linguístico, saber a língua, era sinônimo de conhecimento de suas regras e exceções. Com a Lei n° 5692/71[4], a denominação da disciplina escolar Português ou Língua Portuguesa passou a ser Comunicação e Expressão nas quatro primeiras séries do 1° grau, e Comunicação em Língua Portuguesa, nos quatro últimos anos do 1° grau. No 2° grau a denominação da disciplina passou a ser “Língua Portuguesa e Literatura Brasileira". Ressaltavam-se o valor da língua para a construção do patriotismo entre os alunos e seu caráter instrumental na busca da expressão da própria cultura.
Desde o final do século XIX, o Colégio Pedro II e boa parte dos colégios confessionais de ensino secundário – masculinos e femininos – reintroduziram o caráter educativo e a regulação escolar e contribuíram desta forma, com o processo de “modernização à européia” no Brasil. Nos anos 50 e 60 do século XX, os manuais de gramática e antologia integraram-se em um só exemplar. A princípio o livro era constituído por duas partes distintas. A primeira metade era a gramática da língua, a segunda metade uma antologia. É importante salientar que a concepção de língua que o ensino do Português adotava nesse período era o conhecimento de língua como sistema. Ensinar Português significava ensinar a conhecer ou reconhecer o sistema linguístico.
Nos anos 50 do século XX, a escola atendia preferencialmente às camadas privilegiadas da população. Logo, os alunos desta classe iam para as aulas de Português apresentando de antemão o domínio da "norma padrão culta". Com efeito, o objetivo do ensino da Língua Portuguesa estava voltado para o conhecimento ou reconhecimento das regras de funcionamento da norma culta, ou seja, o ensino da gramática e leitura de textos literários. Essa prática de ensino da Língua Portuguesa foi usada desde os tempos da Colônia, limitando-se o ensino da Língua Portuguesa à alfabetização, pois poucos continuavam seus estudos. Essa minoria de alunos que prolongava a sua escolaridade passava da alfabetização em Língua Portuguesa ao ensino da gramática da Língua Latina, da retórica e da poética.
Com a democratização, ou a massificação do acesso à escola, ocorrida nos anos 60 do século XX, significativas mudanças no contexto escolar e no ensino das disciplinas foram observadas, uma vez que a população menos privilegiada socialmente passou a ter acesso ao saber escolar. Com o ingresso de uma nova clientela que não dominava a “norma padrão culta”, mas dominava variedades lingüísticas, diferentes daquela usada no ensino de Português, o ensino da Língua Portuguesa passou a ser objeto de reflexão e possíveis propostas de mudança. Aproximadamente até o final de 1960, a escola brasileira ainda sugeria a literatura como o padrão de norma lingüística a ser seguido[3]. Os livros didáticos produzidos nessa época conservavam textos e fragmentos de autores considerados clássicos. A gramática normativa apresentava suas regras e, para exemplificá-las, utilizavam-se também dos clássicos. Com o passar do tempo, o nome atribuído à disciplina responsável pelo ensino da língua materna e literatura passou por várias mudanças.
A disciplina, até o final dos anos 60 do século XX, era denominada Português e seu ensino convergia para a gramática normativa, retirando-se dos clássicos os bons exemplos a serem seguidos e as exceções virtuosas. Esta ideia mostra de forma clara a relação existente entre a norma culta da língua e a linguagem literária clássica, ou seja, a concepção de que ensinar normas de bom comportamento linguístico, saber a língua, era sinônimo de conhecimento de suas regras e exceções. Com a Lei n° 5692/71[4], a denominação da disciplina escolar Português ou Língua Portuguesa passou a ser Comunicação e Expressão nas quatro primeiras séries do 1° grau, e Comunicação em Língua Portuguesa, nos quatro últimos anos do 1° grau. No 2° grau a denominação da disciplina passou a ser “Língua Portuguesa e Literatura Brasileira". Ressaltavam-se o valor da língua para a construção do patriotismo entre os alunos e seu caráter instrumental na busca da expressão da própria cultura.
Para João Wanderlei Geraldi, ao longo da década de 80 (período de redemocratização política no país), o ensino da língua portuguesa foi “objeto de um esquadrinhamento cujos resultados constituem hoje uma extensa bibliografia”. As perspectivas teóricas no campo da história e da sociologia que foram empregadas nos estudos da linguagem, já na década de 60, trouxeram à luz um debate relevante do ponto de vista do conhecimento: a importância do pensamento e da linguagem na construção do saber ou dos saberes. Segundo Geraldi, sem linguagem a relação pedagógica inexiste; sem linguagem, a construção e a transmissão de saberes são impossíveis. Sem interação verbal não há conhecimento verdadeiro. Portanto, a questão do sujeito se torna fundamental nesse contexto.
Em outras palavras, ler – escrever – falar são ações que
implicam alguém que produz. Desse modo, poderíamos pensar em dois tipos de
sujeito: a) um sujeito que transmite a outros sujeitos, apropriando-se da língua,
atualizando-a no seu dizer seus pensamentos (ou mensagens); b) um sujeito,
produto do meio, da herança cultural e das ideologias que fazem do indivíduo um
mero preenchimento de um lugar social reservado pela estrutura ideológica que
define o dizível. Mas, sobretudo, na noção de interação verbal, na qual a
palavra é confrontada, se forma e se conforma, e as compreensões passam a ser
construídas – e, embora “o sujeito seja um produto da herança cultural (ao
mesmo tempo em que repete atos e gestos), ele constrói novos atos e gestos, num
movimento histórico no qual repetição e criação andam sempre juntas”.
Nesse
sentido, no processo de ensino-aprendizagem da língua materna são os saberes do vivido[5] trazidos por professores e alunos que
devem dialogar em sala de aula, sendo confrontados com outros saberes
denominados “conhecimentos”. A dialogicidade constante e o abandono de crenças,
quer por parte do professor, quer do aluno, resultam numa renovação das
práticas pedagógicas. Assim, cabe ao educador compreender e aceitar o papel da
interação verbal como fundante do processo pedagógico. Isso significa dizer que
mediar o conhecimento de regras gramaticais ou da norma culta / padrão não é o
mesmo que reproduzir um discurso de uma “elite cultural e dominante”, mas sim
detectar dialogicamente os elementos próprios do processo de produção e
normatização. São os textos orais e escritos o lugar de entrada para esse
diálogo. Dessa forma, os educandos se tornam leitores e produtores de textos –
como participantes ativos.
Bibliografia
Aprender
e ensinar com textos / coordenadora
geral Ligia Chiappini. – 2ª. Ed. – São
Paulo: Cortez, pp. 17-24-94.
Cadernos de
História da Educação - nº. 3 - jan./dez. 2004 65 A CONSTRUÇÃO HISTÓRICA DA DISCIPLINA ESCOLAR LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL
DALLABRIDA,
Norberto. Moldar a alma plástica da
juventude: a Ratio Studiorum e manufatura de sujeitos letrados e católicos.
Educação UNISINOS – Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio
dos Sinos. São Leopoldo,
v. 5, n. 8, p. 133-150, 2001b
LOUZADA, M. S.
O. A interação Língua e Literatura na
perspectiva dos currículos. In: GREGOLIN, M. R.
V. LEONEL, M. C. M. (orgs.) “O que quer, o que pode ser esta lingual?”
Araraquara-SP:UNESP, pp.45 - 53.
PETITAT, André.
Produção da escola/produção da sociedade:
análise sócio-histórica de alguns momentos decisivos da evolução escolar no
Ocidente. Porto Alegre: Artes Médicas, pp .76-102. 1994.
[1] PETITAT, André. Produção da escola/produção
da sociedade: análise sócio-histórica de alguns momentos decisivos da evolução
escolar no Ocidente. Porto Alegre: Artes Médicas, pp.76-102. 1994.
[2] Método de ensino da Companhia de Jesus
elaborado na segunda metade do século XVI e oficializado em 1599.
[3] Os livros didáticos produzidos nessa época
conservavam textos e fragmentos de autores considerados clássicos. (In: Cadernos
de História da Educação - nº. 3 - jan./dez. 2004 65 A)
[4] A Lei 5692/71 falava da necessidade de se dar especial
atenção à Língua Nacional, pois era um “instrumento de comunicação e expressão da cultura brasileira”
[5] Geraldi,
J. W. Da redação à produção de textos.
In: Aprender e Ensinar com textos dos alunos.
P. 21, Ed. Cortez, 1998.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Pedras raras no deserto
os olhos encontram a alma num beijo
os sonhos veem a vida na parte do corpo onde nascem as palavras
me esqueço no tempo
me enlaço no medo de te perder
me faço perfeito em teu colo
teu espírito vivifica meus lábios
tocamos Deus sem entender que amamos
Edemir Fernandes Bagon
os sonhos veem a vida na parte do corpo onde nascem as palavras
me esqueço no tempo
me enlaço no medo de te perder
me faço perfeito em teu colo
teu espírito vivifica meus lábios
tocamos Deus sem entender que amamos
Edemir Fernandes Bagon
![]() |
| By Renato Guedes. Sketch: Kiss. (Disponível em: https://www.facebook.com/RENATOGUEDES.art/?fref=nf) |
sábado, 9 de janeiro de 2016
Vira-mundo
A vida dos homens e os seus desencantos pela história dos outros
Um exército de solitários (em busca de si mesmo) invadindo uma fortaleza protegida nos campos de Deus
Hipocrisia sobre versos antigos delineiam os desejos viciados
Os ritos multiplicados em unidades expostas em martírio
Velhice dos olhos que vislumbram a cegueira dos egos
Restos deixados pelas guerras inventadas em nome dos santos
Cor de vingança nas mãos
Nenhuma palavra sábia será ouvida no barulho do silêncio
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 3 de janeiro de 2016
Clarim
Quis erguer os olhos para bem longe.
Longe dos olhos dos outros.
Teria fugido do tempo se pudesse.
O corpo inteiro definhava sobre a cama.
Estendia as mãos para tocar os olhos.
A alma enxergava tudo?
O passado condenava a própria dor?
Era um pequeno espaço a caminhar para chegar ao banheiro.
A janela de madeira aberta e o quintal, lá fora, esperavam a madrugada chegar sem as estrelas.
A pele seca colocada no osso.
A boca entorpecida de morfina.
Os clarins do céu soavam.
A boca entorpecida de morfina.
Os clarins do céu soavam.
Veio um grito estridente do final da rua.
Os meninos jogavam bola ainda.
Alguns carros passavam.
Havia do outro lado um rio cinza com margens cheias de ratos.
Uma fábrica de blocos.
Uma fábrica de blocos.
Um espasmo.
O portão que não se abria nunca.
No lado direito da cama, no quarto, pés miúdos se levantaram e tocaram o chão.
A porta do banheiro amarelo foi aberta.
A torneira do lavabo, também.
Outra tosse.
Outra.
Quis segurar o espírito que jorrava sangue.
Quis ter o perdão do corpo.
Edemir Fernandes Bagon
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
domingo, 27 de dezembro de 2015
Que você saiba
que a tarde encontre a saudade sem ver o tempo
que o silêncio deixe em paz o espírito perdido
que o acaso invente histórias sem finais esperados
(agora e para sempre)
Edemir Fernandes Bagon
que o silêncio deixe em paz o espírito perdido
que o acaso invente histórias sem finais esperados
(agora e para sempre)
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Front
a gente viu
que o fim 'tava tão perto
que decidiu ficar bem longe
um do outro
Edemir Fernandes Bagon
que o fim 'tava tão perto
que decidiu ficar bem longe
um do outro
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 20 de dezembro de 2015
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Memórias
Minha vida desenhada no mar
As pedras redescobrem as formas
Ver a beleza do caminho
[Preciso da vida, porque preciso falar da linguagem do amor]
Edemir Fernandes Bagon
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Island
The sea writes waves while my eyes sleep beneath red clouds. Although his soul reads the whole island in my dreams, my tongue challenges eve...
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Edemir Fernandes Bagon [1] Resumo : O objetivo deste artigo é discutir o processo de construção do conto “A solução”, de Clari...
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O tempo nomeia o medo das coisas. Não há distanciamentos destinados por encantos humanizados. Tudo é temporariamente um nome. E...

