Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
domingo, 3 de janeiro de 2021
Ano Novo
Terminado aquele ano, guardou na gaveta o antigo calendário. Em seguida, pôs-se a cuidar da casa. Limpara tudo e a alma. Depois, sentou-se no sofá colocado num canto perto dos livros (que seriam lidos ainda). Pensou na vida, no mundo, nas coisas perdidas com o tempo... e encheu-se de esperança e coragem.
Edemir Fernandes Bagon
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
Faux bleu
Edemir Fernandes Bagon
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
Estrela binária
Perto do silêncio do céu, olhou para o mais distante do seu mundo.
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
Dísticos
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| The Kiss by Gustav klimt |
Dois anjos surgiram diante de Deus, trazendo nas mãos duas grandes tábuas. Em cada uma delas, ambos escreveram dois versos inteiros (talhados na madeira e ornados com pedras preciosas).
Enquanto o primeiro deles declamava suas palavras, o outro ficou em silêncio para sentir e contemplar a Graça.
Depois de ouvir aquele, o Criador ordenou que o segundo viesse diante dele e falasse. A voz desse anjo ressoou por todo o universo.
Findadas as leituras dos dísticos celestiais, o primeiro esperou receber elogios do Senhor. Este, porém, calou-se.
O segundo permanecera em oração sem esperar por nada. E, então, Deus criou o amor.
Edemir Fernandes Bagon
sábado, 10 de outubro de 2020
Alameda
Edemir Fernandes Bagon
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
Óculos de Miguelim

terça-feira, 18 de agosto de 2020
terça-feira, 11 de agosto de 2020
Geisha
Das retinas quisera apenas ter o vermelho do sol nascente. O arquétipo escorpiano delineado no corpo em transe. A porta entreaberta. O desejo de permanecer ali para sempre, de retirar o laço e desvendar a alma a partir dos cabelos que deslizavam num lápis.
Um toque na luz da parede do céu. Um gemido dentro do silêncio abocanhado (como se fosse possível ver o que havia no lado de fora da carne doce e macia).
Tudo vertido: a boca noutra boca molhada; os seios de uma geisha tocados num templo de Buda; o dorso claro como um espelho d'água (onde Narciso não ouve, mas ecoa).
Os sinais de pele emaranhados. O caminho das flores. As cadeiras de vime. O lago dos peixes. Os saltos pretos abertos no eclipse da cama.
《Atravessa o destino, com a astúcia do tempo, o que procura alma.》
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 26 de julho de 2020
quinta-feira, 9 de julho de 2020
quinta-feira, 2 de julho de 2020
sexta-feira, 26 de junho de 2020
Depois de amanhã
O que fazer com as nuvens molhadas no escuro? Como os anjos irão dormir agora?
Onde ficarão os sonhos sem o templo que é teu corpo?
Onde estarão os dias e as obras do Senhor?
《Os olhos permutam sensações com um coração translúcido》
Entre os lírios mágicos e o silêncio invasor dos campos
Existe um lago prateado de vida
Mas não o toco
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 14 de junho de 2020
παράδεισος

sábado, 23 de maio de 2020
Big Bang
amor é antimatéria
[inverso do verso
é antiutopia
[cotexto relacionando um signo com outros signos
é inteiro
[mecanicamente quântico descrito no tempo
outrora um deus
[uma forma despida do espírito
outrora um princípio heisenberguiano
[um começo derradeiro
outrora um gosto sincero disfarçado
[um abraço de lábios amantes
_ reticências marcando encontros para sempre_
quinta-feira, 7 de maio de 2020
domingo, 3 de maio de 2020
Incógnita
terça-feira, 21 de abril de 2020
terça-feira, 7 de abril de 2020
Dourados
Island
The sea writes waves while my eyes sleep beneath red clouds. Although his soul reads the whole island in my dreams, my tongue challenges eve...
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Edemir Fernandes Bagon [1] Resumo : O objetivo deste artigo é discutir o processo de construção do conto “A solução”, de Clari...
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O tempo nomeia o medo das coisas. Não há distanciamentos destinados por encantos humanizados. Tudo é temporariamente um nome. E...













