quando os olhos esquecerem do tempo
e folhas caírem no chão
quando imagens deixarem as horas
e os instantes partirem nas águas
quando os lírios deixarem os campos
e pedras virarem encantos
quando ruas encantarem os anjos
e os céus escreverem seus sonhos
quando os santos cantarem em versos
e noites cobrirem os tetos
quando finitos se tornarem almas
e os escritos sentirem o mundo
quando a vida deixar a saudade
e as mãos tiverem compaixão
quando os rancores se perderem durante a espera
e os caminhos deixarem saída
quando desejos debelarem a moral
e dos homens os egos recobrarem a razão
quando as coisas se revelarem nos espelhos
e as correntezas construírem castelos na areia
quando saírem os barcos do cais
e retornarem os veleiros e os sonhos
seremos templos
e folhas caírem no chão
quando imagens deixarem as horas
e os instantes partirem nas águas
quando os lírios deixarem os campos
e pedras virarem encantos
quando ruas encantarem os anjos
e os céus escreverem seus sonhos
quando os santos cantarem em versos
e noites cobrirem os tetos
quando finitos se tornarem almas
e os escritos sentirem o mundo
quando a vida deixar a saudade
e as mãos tiverem compaixão
quando os rancores se perderem durante a espera
e os caminhos deixarem saída
quando desejos debelarem a moral
e dos homens os egos recobrarem a razão
quando as coisas se revelarem nos espelhos
e as correntezas construírem castelos na areia
quando saírem os barcos do cais
e retornarem os veleiros e os sonhos
seremos templos
edemir fernandes bagon





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