dentro do querer
um eu absolutamente faminto
inventando sonhos
dentro do sentir
um espírito abortado
pela intolerância e incompreensão
dentro do pensar
um conto de fadas
com as formas do seu corpo-personagem
dentro do mundo de estórias, Vida,
Dito e Miguelim
ao mesmo tempo sou.
edemir fernandes bagon
Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
Segredo
em segredo me revelo
toda vez em que eu me sinto teu
toda vez em que eu imagino segurar nas tuas mãos em segredo.
edemir fernandes bagon
toda vez em que eu me sinto teu
toda vez em que eu imagino segurar nas tuas mãos em segredo.
edemir fernandes bagon
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
1,41421 35623 73095 04880 16887 24209 69807 85696 71875 37694 80731 76679 73799...
amor é uma raiz quadrada de dois.
edemir fernandes bagon
Fatos
e a chuva
e a vida
caem pelas ruas
para os sonhos se encontrarem nas esquinas
com ou sem o destino dos seus olhos
e a vida
e a chuva
caem pelas ruas
edemir fernandes bagon
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Ainda
ficar entre estrelas, galáxias, poeira cósmica e sistema solar
ainda é pouco para saber de que maneira eu me encontro no mundo
feito de pele, olhos, boca, coração, pensamento e saudade
ainda é pouco para sentir tudo o que perdi com o tempo
ou com a vida
ficar entre tantos continentes sonhos e palavras
é ainda pouco para o tanto que sou em segredo
ficar entre meu eu e teus mistérios
ainda é pouco para compreender o instante
aceitar tocar teu corpo para viver de ontem
de dúvida e de verdade para enganar o espelho
esquecer da ausência de mim mesmo e silenciar-me para escrever em infinitos
ficar ao lado do mar para esperar que alguém me encontre
eu me procuro no mundo ainda
para dividir qualquer sonho
edemir fernandes bagon
ainda é pouco para saber de que maneira eu me encontro no mundo
feito de pele, olhos, boca, coração, pensamento e saudade
ainda é pouco para sentir tudo o que perdi com o tempo
ou com a vida
ficar entre tantos continentes sonhos e palavras
é ainda pouco para o tanto que sou em segredo
ficar entre meu eu e teus mistérios
ainda é pouco para compreender o instante
aceitar tocar teu corpo para viver de ontem
de dúvida e de verdade para enganar o espelho
esquecer da ausência de mim mesmo e silenciar-me para escrever em infinitos
ficar ao lado do mar para esperar que alguém me encontre
eu me procuro no mundo ainda
para dividir qualquer sonho
edemir fernandes bagon
terça-feira, 22 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
Indelével
de repente
o coração poderia ser
uma palavra escrita
dentro da gente:
lembrança
edemir fernandes bagon
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Releitura
reinvento seu corpo
como letras num poema
basta querer
para que eu entenda
edemir fernandes bagon
como letras num poema
basta querer
para que eu entenda
edemir fernandes bagon
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ponta Negra II
caminhando sobre os campos de flores amarelas
pássaros brancos
vestido rosa com fita branca na cintura
caminhos de terra vermelha
braços que me abraçam
ventos castanhos
cabelos molhados de orvalho
boca rosa
voz que diz um nome para existir
edemir fernandes bagon
pássaros brancos
vestido rosa com fita branca na cintura
caminhos de terra vermelha
braços que me abraçam
ventos castanhos
cabelos molhados de orvalho
boca rosa
voz que diz um nome para existir
edemir fernandes bagon
Ponta Negra
a religião se impõe
porque amamos
e odiamos o outro
não criamos nada
todas as coisas nascem
não por vontade
não por desejo
nascem apenas
o outro é uma religião sem Deus.
edemir fernandes bagon
porque amamos
e odiamos o outro
não criamos nada
todas as coisas nascem
não por vontade
não por desejo
nascem apenas
o outro é uma religião sem Deus.
edemir fernandes bagon
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Alternativas
eu me perco em todos os segundos
me guardo em todos os seus passados
eu me desconstruo na sua ausência
me reencontro nos seus olhos
eu me torno um só
como sonho
eu me ignoro nesse mundo
se me procuro
eu me corto no seu beijo
e me transformo em cinco
alternativas de absurdos
como num canto transparente da alma
não me vejo
e sinto desenhos sobre minha pele
retorcida como um fio de cobre
eu me perco em todos os segundos
como céu entre nuvens
como prece na infância
me guardo em todos os seus passados
eu me desconstruo na sua ausência
me reencontro nos seus olhos
eu me torno um só
como sonho
eu me ignoro nesse mundo
se me procuro
eu me corto no seu beijo
e me transformo em cinco
alternativas de absurdos
como num canto transparente da alma
não me vejo
e sinto desenhos sobre minha pele
retorcida como um fio de cobre
eu me perco em todos os segundos
como céu entre nuvens
como prece na infância
edemir fernandes bagon
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Travessia
descoberto o coração: talvez seja ele entregue a qualquer um que entenda o silêncio do Amor
(o sino que fica sobre a pele se os olhos forem descobertos ou procurados nos textos do silêncio)
dádiva dos que se perdem nos poros e na miséria
sempre há lembranças porque somos mitos escritos com sabor de ausência
quase revoltas que não se deixam ser
universos velejando sob os olhos antigos
descoberto o coração: não somos mar e nem barcos
edemir fernandes bagon
(o sino que fica sobre a pele se os olhos forem descobertos ou procurados nos textos do silêncio)
dádiva dos que se perdem nos poros e na miséria
sempre há lembranças porque somos mitos escritos com sabor de ausência
quase revoltas que não se deixam ser
universos velejando sob os olhos antigos
descoberto o coração: não somos mar e nem barcos
edemir fernandes bagon
domingo, 25 de setembro de 2011
Páginas
eu encontrei algumas palavras escritas por você
num livro que li quando tinha 27 anos
quis corrigir seu texto
colocar um ponto final naquela frase...
mas percebi que não havia razão
e que a vida também é assim
e que não existem motivos para pensar em regras
pois somos inconstantes
não se esquece a palavra escrita deixada para sempre
nem mesmo os olhos castanhos
claramente o destino é da cor do céu
eu quis completar sua frase e resisti
passei a folhear o livro
pulando a página em que escreveu
para não te ver mais na minha vida
edemir fernandes bagon
num livro que li quando tinha 27 anos
quis corrigir seu texto
colocar um ponto final naquela frase...
mas percebi que não havia razão
e que a vida também é assim
e que não existem motivos para pensar em regras
pois somos inconstantes
não se esquece a palavra escrita deixada para sempre
nem mesmo os olhos castanhos
claramente o destino é da cor do céu
eu quis completar sua frase e resisti
passei a folhear o livro
pulando a página em que escreveu
para não te ver mais na minha vida
edemir fernandes bagon
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Pontinhos
saudade é assim livre
mar entrando no céu...
coisas que a vida traz
uma oração para Deus
assim
superfície do mar
vento tocando o barco
caminhos que se encontram
saudade é uma doação do tempo aos olhos
de quem descobre a cada instante
que a vida se preenche com pontinhos iguais na forma
se não consigo dormir é porque me perco na imensa saudade do que sinto
[até mesmo nos sonhos]
edemir fernandes bagon
mar entrando no céu...
coisas que a vida traz
uma oração para Deus
assim
superfície do mar
vento tocando o barco
caminhos que se encontram
saudade é uma doação do tempo aos olhos
de quem descobre a cada instante
que a vida se preenche com pontinhos iguais na forma
se não consigo dormir é porque me perco na imensa saudade do que sinto
[até mesmo nos sonhos]
edemir fernandes bagon
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Falling
renuncio a meu corpo
para em segundos ser
talvez livre talvez pleno
como um sol no entardecer]
como um filho vindo imundo ao mundo]
em silêncio as paredes me olham
como Adamastor tocado pelas águas
em silêncio eu me julgarei
como um verso de despedida procurando paz
serei Aquiles?
serei um anjo novo caído?
serei espaço em tempo finito?
serei saudade?
serei vingança?
entregarei minhas partes a cada continente
e cuspirei no chão todo o sangue das veias
misturado aos escombros
guardado nos manicômios
dentro dos úteros perdidos
renuncio a meu corpo
porque ainda quero viver
edemir fernandes bagon
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Percursos
se nada fizer sentido
nisso tudo...
ainda assim serei livre
porque me procuro
não no outro
mas nas possibilidades de ser o que estou sendo
não pela metade
não
me procuro para ser o que estou sendo
em forma de sentimentos
para dialogar com minha vontade
escolhi o mar para ser o que estou sendo
para viver pleno em todos os cantos do mundo
seria perfeitamente possível não ser nada disso
mas sempre os olhos querem
sempre outros olhos
edemir fernandes bagon
nisso tudo...
ainda assim serei livre
porque me procuro
não no outro
mas nas possibilidades de ser o que estou sendo
não pela metade
não
me procuro para ser o que estou sendo
em forma de sentimentos
para dialogar com minha vontade
escolhi o mar para ser o que estou sendo
para viver pleno em todos os cantos do mundo
seria perfeitamente possível não ser nada disso
mas sempre os olhos querem
sempre outros olhos
edemir fernandes bagon
terça-feira, 23 de agosto de 2011
As Noites
tem dias que a vida se apresenta assim como um verso ausente
tem dias que é melhor não ouvir nada apenas para sentir saudade
tem dias que me esqueço de tanto pensar na vida
porque sua imagem insiste tanto em ficar na presença do meu coração
tem dias que me levo pelos segundos
pois não me sinto seguro no mundo
tem dias que tudo é fração
que tudo é imaginado
Mas tem dias que te beijo só em pensar
que me escondo pra te achar
bem perto dos meus sonhos
como luz dentro do quarto
Tem dias que meu espírito te quer sempre.
edemir fernandes bagon
domingo, 14 de agosto de 2011
Pueri Domus
é como andar
em todo canto
à procura de Deus
quase sempre me perco
quase sempre
edemir fernandes bagon
em todo canto
à procura de Deus
quase sempre me perco
quase sempre
edemir fernandes bagon
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Canção de Agosto
retira as aparências
corta as veias do teu orgulho
liberta-te da vaidade e compreenda meu silêncio
siga pela orla
com saudade daquilo que jamais tivera
procura sempre os olhos de quem ama sem egoísmo nenhum
desfaça-te de todos os teus ornamentos
procura ser apenas
desprovido de sentidos
para não ser interpretado como as estrelas
cartas de amor
os julgados pela intolerância
canção francesa
seja um poema na vida de quem jamais se encontrou com Deus
seja uma letra carregada sobre as notas musicais
deixa teus cabelos ao vento
apenas...
apenas para eu me lembrar do final daquelas tardes de agosto
seja eu levado para o céu pela cor dos teus olhos
que o mar venha em mim como um beijo teu
edemir fernandes bagon
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