Há cantos que não se encontram em desespero
Cristais e pedras preciosas de mentira
aparências fingidas
Tantos são os homens com poder sem espelho
Não são caminhos os mistérios?
Se houvesse uma maneira de não fingir o que somos, seríamos tão felizes nas fotografias?
Para onde nos levam os discursos inflamados sobre a moral das máscaras sobre os palcos?
Sendo a vida uma coleção inteira de esperanças,
o que esperar das pretensas teorias de salvação social?
A alma que se encanta diante dos que nascem
Os olhos que se perdem no longe que alcançam
Existir é um abismo formado entre o parágrafo e o ponto de exclamação colocado no final do amor.
Ainda resta um pouco das coisas sonhadas
Há cantos que não se encontram em desespero
Edemir Fernandes Bagon