Amanhecer no Horizonte é um blog de poesias, microcontos, artigos e reflexões escrito por Edemir Fernandes Bagon, onde o cotidiano, a memória e os afetos ganham voz em textos intensos e humanos.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Caminhos II
Quando o vento tocou no passado
Os olhos esqueceram
E de repente as mãos quiseram tocar no mundo
Com a mesma sensibilidade dos peixes nas pedras submersas
Vieram também a criança e a mãe que sonhavam e
Deixaram lá fora o acaso
Quando a vida encontrou o amor
A linguagem e a espera se tornaram símbolos
Desceram os homens as escadas dos seus credos
Enxergaram as pedras em linhas azuis
Quando o vento tocou no passado
Os caminhos pintaram os espelhos
Edemir Fernandes Bagon
(By Renato Guedes)
domingo, 19 de outubro de 2014
Lacunas
quem sabe um dia
mas sem dizer palavra alguma
a gente encontre um ao outro em si mesmo
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
Xilogravuras
linguagem
falada por amantes que descobrem
o mundo novo da separação.
Edemir Fernandes Bagon
Templários
Simplesmente...
O que há de novo é a maneira como te vejo: sem passado e, nem mesmo, futuro.
Todo instante é a plenitude do amor.
O que há de novo é a maneira como te vejo: sem passado e, nem mesmo, futuro.
Todo instante é a plenitude do amor.
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Vicissitudes
o tempo
Sente a vida simplesmente
Vez por outra
seus caminhos se encontram
vez por outra
A espera chega ao fim
Sente a vida simplesmente
Vez por outra
seus caminhos se encontram
vez por outra
A espera chega ao fim
Edemir Fernandes Bagon
domingo, 5 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Bálsamos
os instantes não curam como bálsamos
tampouco cicatrizam os sonhos
nascem infinitamente
e se encantam como os lábios que falam salmos
dançam com as rosas no vento
compreendem muito pouco
os que desejam
e aqueles que vivem no mundo
esperando pelo destinoos que fingem
os que amam
Edemir Fernandes Bagon
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Dálias
Peles que se encontram num quarto escuro
Doce toque de Eva no corpo de Adão
Quarenta dias de chuva sobre as ruas
Dálias perdidas por entre as praças
Tempo de invenção do mundo
Portões de ferro abertos
Terra que silencia versos deixados
Íntimos caminhos sonoros
Medo no tempo vivido desenhado em paredes
Ruas de pedras e pinheiro
Encontram-me seus olhos por onde vou
Seja minha vida o tempo inteiro
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Ortodoxia
oleiro
joio
trigo
barcos
vento
árvore da traição
anjos da morte
paixões
riquezas
roupas de linho e outros tecidos finos
traças e ferrugem
gritos de escravos
ervas do campo
palavras escritas nas estrelas
tempo de começar
pedras de moinho e corpo
abrigos perdidos no meio do deserto
fogo que se acende
caminhos pelo céu
atravessar o rio de pedras
colheitas no outono
lugar para adoração dos teus olhos: alma
edemir fernandes bagon
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Absolvição
Há cantos que não se encontram em desespero
Cristais e pedras preciosas de mentira
aparências fingidas
Tantos são os homens com poder sem espelho
Não são caminhos os mistérios?
Se houvesse uma maneira de não fingir o que somos, seríamos tão felizes nas fotografias?
Para onde nos levam os discursos inflamados sobre a moral das máscaras sobre os palcos?
Sendo a vida uma coleção inteira de esperanças,
o que esperar das pretensas teorias de salvação social?
A alma que se encanta diante dos que nascem
Os olhos que se perdem no longe que alcançam
Existir é um abismo formado entre o parágrafo e o ponto de exclamação colocado no final do amor.
Ainda resta um pouco das coisas sonhadas
Há cantos que não se encontram em desespero
Cristais e pedras preciosas de mentira
aparências fingidas
Tantos são os homens com poder sem espelho
Não são caminhos os mistérios?
Se houvesse uma maneira de não fingir o que somos, seríamos tão felizes nas fotografias?
Para onde nos levam os discursos inflamados sobre a moral das máscaras sobre os palcos?
Sendo a vida uma coleção inteira de esperanças,
o que esperar das pretensas teorias de salvação social?
A alma que se encanta diante dos que nascem
Os olhos que se perdem no longe que alcançam
Existir é um abismo formado entre o parágrafo e o ponto de exclamação colocado no final do amor.
Ainda resta um pouco das coisas sonhadas
Há cantos que não se encontram em desespero
Edemir Fernandes Bagon
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Sacrifício
uma declaração de amor é uma canção que não se esquece nunca
predicado e sujeito escritos no lado eterno do tempo... dos olhos
sementes sobre os campos abertos tocados pelos anjos
telhados molhados de chuva
cadernos diários com vida
descansa teu corpo num canto
desnuda tua alma
o que não sente é o que faz sentido.
edemir fernandes bagon
sábado, 30 de agosto de 2014
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Testemunhos
As flores que estão perto de mim não me pertencem
São transitórios os desejos
São transitórias as coisas
Sei que me vejo apenas como um desenho feito na finitude do mundo
Que me vejo feito espírito de palavras escritas
O perdão e o sentimento de culpa nas mãos da infância
Meu olhar inseguro
Meu caminho à espera de versos
Cada instante desaguando sonhos
Mãos que sentem os anjos
Para onde vai toda ausência?
Para onde?
Que sejam prisões os pensamentos
Que sejam...
As palavras libertam sempre.
Edemir Fernandes Bagon
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Escritos
quando os desejos são colocados sobre os destinos
nos tornamos humanos
são os olhos que encantam a primavera
filhos que trazem esperança
é o tempo que espera à distância poemas escritos
nos tornamos humanos
são os olhos que encantam a primavera
filhos que trazem esperança
é o tempo que espera à distância poemas escritos
edemir fernandes bagon
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